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	<title>~♥~ O Deserto é Fértil ~♥~</title>
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	<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 15:50:33 +0000</pubDate>
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		<title>Aparições de Nossa Senhora na Igreja Ortodoxa Copta de Zeitun, Egito</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 14:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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&#8220;Investigações oficiais foram levadas a cabo, e como resultado foi considerado um fato inegável: A Virgem Maria tem aparecido na Igreja Católica Ortodoxa Coopta de Zeitun em um corpo luminoso, claro e com feições definidas, visto na parte frontal (do templo) por todos os presentes da igreja, seja cristãos ou muçulmanos &#8221;  - Relatório [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/zeitun_principal.jpg" alt="Nossa Senhora em Zeitun" /></p>
<p>&#8220;Investigações oficiais foram levadas a cabo, e como resultado foi considerado um fato inegável: A Virgem Maria tem aparecido na Igreja Católica Ortodoxa Coopta de Zeitun em um corpo luminoso, claro e com feições definidas, visto na parte frontal (do templo) por todos os presentes da igreja, seja cristãos ou muçulmanos &#8221;  - Relatório do Departamento Geral de Informações de zeitun, Egito 1968.</p>
<p>Egito, 1968. Um conflito religioso entre cristãos de várias denominações e muçulmanos, onde inclusive as casas de todos os cristãos eram marcadas com uma cruz vermelha, como um sinal de que ali havia inimigos a serem massacrados, sugeria a preocupação por uma guerra civil sem precedentes, a paz só parecia possível à custa de um milagre e ele aconteceu. Enquanto todo o mundo está hipnotizado pela queda do colosso americano no Vietnã ou preocupado com a guerra fria, os olhos do mundo não estavam voltados para o provável banho de sangue que ocorreria no Egito. Nesse contexto de desolação para os cristãos, a Mãe de Deus começou a aparecer para milhares de pessoas na terra das pirâmides em uma igreja coopta construída para relembrar a provável passagem da Sagrada Família por aquela região quando em fuga de Herodes.</p>
<p><span id="more-342"></span>As aparições tiveram início em abril de 1968 e mudaram as vidas de milhares de pessoas de todas as religiões e até ateus, Ela estava à vista de todos. Tudo começou quando o arquediácono daquela Igreja, Youssef Kamell visualizou uma jovem no domo da capela junto à cruz e começou a apontar e gritar pensando ser uma moça tentando suicídio, várias pessoas se acumularam diante da Igreja, quando por perto passava um grupo de cristãos que vendo aquela jovem cercada de tanta luz gritaram: &#8220;É Maria! É a Mãe de Deus!&#8221;, naquele momento Ela flutuou até a parte central acima do pórtico do templo, virou-se na direção deles, sorriu lindamente e os abençoou.</p>
<p>Ela foi vista por mais de um milhão de pessoas. Católicos, ortodoxos, protestantes, muçulmanos, milhares de crentes e não-crentes experimentaram as aparições, dessa vez não eram santos ou confidentes, mas gente do povo, milhares de pessoas e não houve teoria que explicasse o que ocorria aos olhos de todos que quisessem ou não ver a verdade dos fatos, Maria realmente aparecia e as aparições eram transmitidas via radiodifusão ou pela TV egípcia, foi fotografada por centenas de fotógrafos e foi pessoalmente testemunhada pelo presidente egípcio Abdul Nasser, um marxista declarado. As aparições duraram 2 anos com numerosas curas registradas por vários profissionais médicos e cientistas. A polícia local que inicialmente pensou que as aparições seriam uma brincadeira ou uma fraude, vasculhou todo o local e arredores e não descobriu qualquer tipo de dispositivo que poderia ser usado para &#8220;projetar&#8221; tais &#8220;imagens&#8221;. O que estava acontecendo era real, doentes, seja cristãos ou muçulmanos receberam a cura, cegos recuperavam a vista, coxos andavam, ateus eram convertidos, milhares de curas do corpo e da alma, além do efeito mais magnífico, o conflito entre cristãos e muçulmanos cessou.</p>
<p>Grupos de muçulmanos que assistiam às aparições cantavam do Alcorão: &#8221; Maria, Deus te escolheu. E purificou-te; Ele escolheu-te acima de todas as mulheres &#8220;. Ela foi vista acompanhada por pombas de luz em aparições que duravam de alguns minutos até horas, uma das aparições durou nove horas. Kyrillos VI, o patriarca Ortodoxo, formou uma comissão para investigar as aparições. Vários comissários observaram plumagens de fumaça púrpura e uma deliciosa fragrância que enchia todo o ambiente da rua defronte à igreja na hora das aparições e a figura de uma mulher cercada por um globo muito luminoso de luz acompanhada por pombas de luz. O Patriarca coopta local, Kyrillos VI, anunciou um ano depois das aparições começadas que ele não tinha nenhuma dúvida que a Mãe de Deus estava aparecendo para milhões de pessoas sobre o teto da Igreja em zeitun.</p>
<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/zeitun.jpg" alt="Aparições de Nossa Senhora em Zeitun" /></p>
<p>As aparições duraram entre 1968 e 1970 quase diariamente. A Virgem era vista cercada por pombas de luz e uma fumaça fulgurante. Ela andava naturalmente como que flutuasse sobre o telhado da Igreja, se curvava diante da cruz, abençoava a todos os presentes, se prostrava com as mãos postas para o céu e seu aparecimento era sempre acompanhado por pombas que muitas vezes formavam cruzes nos céus. O mais impressionante é que a aparição gerava luz física, podia ser captada pelas câmeras, as pessoas sentiam odores perfumados e delineavam feições lindíssimas, maior ainda o fato de milhares de pessoas terem o consenso muito claro do que viam, todos enxergava uma mesma coisa, não era sugestão, hipnose ou qualquer outro fato explicável à luz da ciência, a Virgem era vista por todos.</p>
<p>Por conta de uma mídia desinteressada das coisas de Deus, pouca gente na época e ainda hoje ficaram sabendo da existência de uma aparição tão extraordinária, talvez se o mundo todo tivesse visto as transmissões televisadas das aparições o panorama da fé no mundo talvez seria outro. Mas o mundo se fez indiferente, entretanto os milhares que a viram e ainda hoje testemunham e a Igreja a aceitaram como inequívoca.</p>
<p>As aparições da Virgem em Zeitun foram as maiores de todos os tempos em número de testemunhas, mais de 1 milhão de pessoas. Até hoje não há paralelo na história das aparições que se possa comparar às aparições no Egito. Nossa Senhora conseguiu pacificar dois povos quase em guerra sem a necessidade de nenhuma mensagem específica, bastou a sua presença para que tanto muçulmanos quanto cristãos observassem que aquilo que aparentemente os separava, se vista sob a ótica do amor era justamente o que os unia, a fé.</p>
<p>Padre Henry Ayrout, reitor do Colégio da Sagrada Família (jesuíta) no Cairo, também declarou sua aceitação das milagrosas aparições da Virgem Maria, dizendo que, sejam católicos ou ortodoxos, somos todos Seus filhos e Ela nos ama a todos igualmente — e Suas aparições na Igreja Ortodoxa Copta de Zeitun assim o confirma. O Reverendo Ibrahim Said, chefe dos Ministros Protestantes Evangélicos no Egito na época das aparições, afirmou que as aparições eram verdadeiras.</p>
<p>Freiras católicas da ordem do Sagrado Coração também testemunharam as aparições e enviaram um relatório detalhado ao Vaticano. Na noite do dia 28 de abril de 1968, um enviado do Vaticano chegou, viu as aparições e enviou seu relatório a Sua Santidade o Papa Paulo VI de Roma.</p>
<p>A primeira página do jornal egípcio Al-Akhbar, de número 4946, veiculado no dia 5 de maio de 1968 (domingo), trazia o seguinte destaque na página de capa:</p>
<p>&#8220;Um pronunciamento oficial do Papa [ortodoxo] Kyrillos VI declara: A Virgem apareceu na Igreja de Zeitun. O pronunciamento diz: Centenas de cidadãos de várias religiões e seitas afirmaram sem dúvida alguma terem visto a Virgem, e todos eles concordam na mesma descrição das aparições. A Virgem apareceu em várias noites e diferentes formas, movendo-se e andando, olhando para os espectadores, abençoando-os e curando-os.&#8221;</p>
<p>Embora tais fatos tenham sido tão maravilhosos, o desinteresse da mídia e a indiferença deste mundo fizeram com que pouquíssimas pessoas fora do Egito soubessem destas extraordinárias aparições.</p>
<p>Recentemente, em 1983, a aparição de uma mulher vestida de luz foi vista na Igreja de São Daiman em Shoubra, um subúrbio do Cairo. Também como em Zeitun, a mulher foi vista por centenas, banhada em luz, andando sobre a igreja em aparições que duraram até cinco horas. Em 1987, uma comissão concluiu sobre essas aparições:</p>
<p>&#8220;Demos graças a Deus por esta bênção ao povo do Egito, e pela repetição deste fenômeno. (&#8230;) Deus salve nosso país. Rezemos para que Ele guie o Egito e todos os seus filhos a pleno êxito. Que este fenômeno seja uma garantia de bem-estar para eles e para todas as nações.&#8221;</p>
<p><em>Escrito por Elbson Araujo<br />
Site Oficial: <a title="Site Oficial de Nossa Senhora de Zeitun" href="http://www.zeitun-eg.org/" target="_blank">http://www.zeitun-eg.org/</a></em></p>
<h1>Aparição da Virgem Maria está acontecendo agora no Egito</h1>
<p>No dia 11 de dezembro de 2009, Nossa Senhora voltou a aparecer de 1:00h às 4:00h da manhã da sexta-feira. As luzes puderam ser vistas a kilômetros de distância da Igreja. As pessoas que se aglomeraram para ver o acontecimento (mais ou menos <span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_ctl00_lbl_body">3,000) </span>usaram os celulares para registrar o grande momento. Nossa Senhora apareceu com uma silhueta azulada, onde podia ser vista entre as cruzes no topo da Igreja.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/MUd0Limo6Vg" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/MUd0Limo6Vg" /></object></p>
<p>Inúmeras vezes nas Mensagens Jesus nos diz que está &#8220;enviando a Sua Mãe&#8221; para preparar-nos, e aqui está um exemplo:</p>
<h2 style="text-align: center;">ENVIO-VOS, À MINHA FRENTE, A MINHA PRÓPRIA MÃE<br />
DEIXAI QUE A MINHA CORTE IMPERIAL<br />
PREPARE A MINHA ESTRADA</h2>
<p><em>&#8220;Dizei-Me: quando um rei entra numa cidade, não se terão, por ventura, feito, antes, os devidos preparativos para o receber? Toda a cidade estará em efervescência e o rei enviará, à sua frente, os seus escolhidos e a sua corte imperial a abrir-lhe o caminho, tornando-lhe, assim, mais fácil a sua viagem. Enviará os seus mensageiros, para anunciar-lhe a chegada. Pedir-lhes-á que gritem, a alta voz: &#8220;Eis o vosso Rei! O vosso Rei chega, com o Seu Coração na Mão para vo-Lo oferecer! A Misericórdia inclina-Se do Céu e do Seu Trono; Ela teve Piedade de vós&#8221;.</em></p>
<p><em>E é justamente por isso que também Eu, antes do Meu Regresso, vos envio à Minha frente a Arca da Aliança, vos envio a Mulher do Apocalipse, a segunda Eva, que esmagará, com o Seu calcanhar, a cabeça da serpente. Envio-vos, à Minha frente, a Minha Própria Mãe, para abrir-vos uma larga estrada, nesse deserto, e para a tornar plana. Envio-vos a Rainha do Céu, a Porta do Céu, para vos preparar e para educar todos quantos de vós ainda jazeis no pó, para virdes fazer as pazes Comigo, vosso Deus, antes do Meu Grande Regresso. Envio-vos a Rainha da Paz, para vos chamar a reunir, de um canto ao outro da terra, e para reunir-vos a todos, um a um.</em></p>
<p><em>Envio-vos, antes do Meu Grande Regresso, os Meus servidores, os profetas, para vos recordar a Minha Lei, a fim de que abandoneis as vossas sendas tortuosas e vivais santamente, e para anunciar-vos os acontecimentos, antes que se realizem. Envio-vos os Meus Anjos, para vos lembrarem a Minha Santidade, a Minha Magnificência e o Meu Esplendor. Envio-vos os Meus porta-vozes, para que gritem e proclamem, por sobre os telhados das vossas casas, as Núpcias do Meu Espírito Santo.</em></p>
<p><em>Não Me cansarei de vos chamar, para que venhais a desposar-Me. Não desanimarei, por motivo da vossa hostilidade ou da vossa aridez. Continuarei à procura do vosso coração e, tal como um jovem que desposa uma virgem, assim também Aquele que sempre tendes ofendido vos desposará a vós. E, no Meu Amor, far-vos-ei substituir os Espinhos que rodeiam o Meu Coração por uma coroa de flores. E, como um jovem que traz a sua coroa nupcial, assim também Eu a ostentarei, porque essa grinalda será a Minha Coroa de Vitória, sobre o Troféu da Minha Misericórdia&#8230;&#8221;</em></p>
<p><em>A Verdadeira Vida em Deus<br />
Site Oficial: <a title="A Verdadeira Vida em Deus" href="http://www.tlig.org/pg.html" target="_blank">http://www.tlig.org/pg.html</a></em></p>
<p>Mais vídeos sobre as Aparições da Virgem Maria:</p>
<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/TqXiSUmf9W0&amp;feature" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TqXiSUmf9W0&amp;feature" /></object></p>
<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/bUzfL-L2bgg&amp;feature" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bUzfL-L2bgg&amp;feature" /></object></p>
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		<title>Nossa Senhora em Anguera – Bahia</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 15:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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COMO TUDO COMEÇOU
O amor de Jesus por cada um de nós está sendo demonstrado de várias formas, e hoje somos chamados a sermos gratos para com o Nosso Salvador, que  incansável, quer a todo custo a nossa salvação. Uma das maneiras que Ele escolheu para nos dar sinais de sua glória e bondade, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/anguera.jpg" alt="Nossa Senhora em Anguera" /></p>
<h2>COMO TUDO COMEÇOU</h2>
<p>O amor de Jesus por cada um de nós está sendo demonstrado de várias formas, e hoje somos chamados a sermos gratos para com o Nosso Salvador, que  incansável, quer a todo custo a nossa salvação. Uma das maneiras que Ele escolheu para nos dar sinais de sua glória e bondade, foi enviando a sua Santa Mãe, para mais uma vez nos recordar qual o único caminho que nos leva à salvação. Maria hoje, vem mais uma vez como aráuto do Jesus que não tardará a voltar.</p>
<p>É Nossa Senhora, Rainha da Paz, que está aparecendo em Anguera, na Bahia, para nos trazer mensagens de paz, amor e conversão. É a Mãe dos pobres, dos fracos, dos humildes e daqueles  que se afastaram da  fé.</p>
<p><span id="more-337"></span>A cada dia que passa a nossa pobreza espiritual tende a ficar maior, e Maria vem para nos encher do amor de Deus, vem para aliviar os nossos sofrimentos e para nos levar ao encontro Daquele que é o nosso Tudo. Não podemos deixar de reconhecer a grandeza  do amor que Deus tem por nós revelado por esta grande graça que está acontecendo na Bahia. Desde 1987, Nossa Senhora, por permissão de Deus, está aparecendo a um jovem, chamado Pedro Régis, na Fazenda Malhada Nova, município de Anguera/BA. Com certeza são anos de muitas transformações interiores, anos de muita mudança nos corações daqueles que buscam as mensagens divinas transmitidas naquele local, são anos de muitas bênçãos e muitas graças que Maria, a Mãe de Jesus, está derramando naquele lugar sagrado, naquele pedacinho do Céu. E é com grande alegria que, aqui, faço um pequeno relato de como tudo começou e continua acontecendo até hoje.</p>
<h2>VAMOS CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE O CONFIDENTE</h2>
<p>Pedro Régis é aquele tipo de pessoa que por suas características físicas e pessoais dificilmente seria notado em um grupo maior como alguém que recebe e transmite heroicamente diante de todo tipo de dificuldade as mensagens da Mãe de Deus ao mundo, cresceu camponês e humilde numa pequena  fazenda do interior da Bahia, num lugar  que seguramente se não fosse a manifestação de Maria seria mais uma cidade sonolenta e esquecida do sertão baiano. Cursou Magistério em Anguera. Filho do Sr. Jonas e dona Amália, pessoas que gozam de extrema credibilidade na comunidade, tem 14 irmãos. São pessoas simples, simpáticas, acolhedoras e, de boa vontade, conversam com todos os que vão ate lá, exercendo assim um verdadeiro apostolado junto ao filho Pedro por amor a Nossa Senhora . Vivem do cultivo do feijão, do milho e da mandioca. A vida deles mudou bastante desde o início das aparições. Rezam o Terço todos os dias, jejuam às sextas-feiras a pão e água e procuram seguir com fé o caminho de Cristo, aliado a isso abriram mão de uma vida de privacidade familiar e tranquilidade pois são raros os dias nos quais não há peregrinos na fazenda e sua casa tornou-se  devido à falta de conforto material do lugar um ponto de acolhimento, é muito comovedor ver aquela casa humilde completamente aberta a todos, todo o tempo.</p>
<p>A vida de Pedro foi sempre normal como a de qualquer outra pessoa, fora o fato de  aos 14 anos, ter visto em sonho o Menino Jesus (esse sonho será confirmado mais tarde por Nossa Senhora) mas até aí nada de mais extraordinário aconteceu, sendo aquele sonho interpretado como mais um sonho apesar de seu sublime teor. Sem nenhum problema de saúde, aos 17 anos, um ano antes das aparições, Pedro começou a sofrer diariamente de  desmaios. Levado a diversos médicos em busca de um diagnóstico, nada de anormal foi constatado, entretanto a misteriosa doença persistia. Em 29 de setembro de 1987, dia dos Santos Anjos,  três meses após ter completado 18 anos, ele voltava do colégio em companhia de um colega, Celestino Cruz, quando sentiu as forças se esvaindo e apoiando-se no chão pressentiu que iria perder os sentidos e desmaiou sobre um formigueiro já perto de casa. Enquanto Celestino, assustado corria à casa de Pedro em busca de ajuda, uma linda moça vestida de um branco cheio de luz, trajando o que sugeriu para Pedro ser um hábito de  uma freira, o tomou pelos braços sem nenhum esforço o levantou dizendo: *Vou tirar-te das formigas*. Pedro ficou extasiado com a visão e seu peito se encheu de uma alegria como nunca, de um momento para outro ela desapareceu,  um tanto confuso com o que ocorrera voltou a perder os sentidos. Poucos instantes depois a família o encontrou no hall de entrada da Escola Capitão Domingo Marques, perto do local onde caíra, com os seus pertences colocados caprichosamente  a seu lado, a saber, um chapéu e os livros. Chapéu esse ainda guardado carinhosamente por sua mãe, Dona Amália.</p>
<p>Levado para casa, Pedro permaneceu desmaiado por duas horas e, ao acordar, perguntou pela freira que o havia tirado do formigueiro, mesmo apesar da sublimidade da visão, ele acordou um tanto confuso e buscando lógica no que havia visto ele pensou ser uma freira, filha de uma vizinha. Todos acharam estranho, pois não havia ninguém por lá, não se deu maiores atenções ao fato pois pensou-se estar o rapaz em delírio. No dia seguinte Pedro foi à cidade de  Feira de Santana, principal cidade da região  submeter-se a exames de Cardiologia, Neurologia e Psiquiatria, que nada revelaram de anormal, persistia o mistério e a angústia.</p>
<p>No dia primeiro de outubro do mesmo ano, Pedro estava no quarto conversando com duas de suas irmãs, quando sentiu os mesmos sintomas dos desmaios e ficou desacordado por algum tempo. Ao acordar, viu a moça que o ajudara e apresentou-a a suas irmãs, que suprêsas nada viram. Ela pediu a Pedro que as irmãs os deixassem a sós por alguns instantes. As duas ainda confusas se retiraram mas permaneceram olhando por uma fresta da porta e viram Pedro conversando com alguém fixo em um ponto do quarto sem emitir nenhum som. Ela aconselhou-o a entrar em contato com o primeiro padre que lhe viesse ao pensamento, pois esse iria ajuda-lo. Pediu-Ihe também que a sua família rezasse o Terço todos os dias e confiou-Ihe um segredo. Pedro chamou de volta as irmãs que o observavam de forma surpresa e contou que a moça vestida de freira estava ali. Uma das irmãs sentindo um estranho ímpeto disse então: *Quem está aqui e Nossa Senhora*, Pedro relatou que a  moça prometeu que voltaria e desapareceu.</p>
<p>Pedro pediu que chamassem o Pe. Hermenegildo de Castorano do município de São Gonçalo por ter sido ele aquele que Nossa Senhora indicou através do seu pensamento,  Pedro tinha um segredo para contar-Ihe (Pedro não conhecia esse padre pessoalmente, só sabia desse pelo nome através da missa que celebrava no radio). Ele não foi chamado logo. O encontro com Pe. Hermenegildo, que muito o apoiou e foi o seu diretor espiritual, só veio acontecer um pouco mais tarde, quando Pedro foi pessoalmente procura-lo e para sua  surpresa, assim que ele terminou de narrar ao padre tudo o que vinha Ihe acontecendo e o segredo que lhe fora confiado, este, depois de ter refletido por algum tempo,  com a cabeça baixa, batendo no ombro de Pedro, repetiu aquilo que Nossa Senhora havia dito que lhe faria: *Meu filho, eu vou te ajudar*.</p>
<p>No dia 3 de outubro de 1987, por volta das 18h, Pedro e a família rezavam o Terço quando ele ouviu uma voz que o chamava para fora de casa. Ele pediu que uma de suas irmãs fosse ver quem era, uma delas saindo ao hall e não avistou ninguém, entretanto Pedro continuava a ouvir o chamado de forma cada vez mais cristalina, reconheceu então a voz da moça, resolveu sair e viu espantado perto da fonte (a uns 50 metros de sua casa), uma grande luz em forma de arco e impelido por *uma força* dirigiu-se ao local. A mãe e as  irmãs tentaram  desesperadamente dete-lo pois já se fazia escuro e temiam que o jovem se atirasse na água pois em vista de sua saúde debilitada e pelo seu semblante estranhamente deslumbrado pensavam que ele estaria ficando louco, entretanto sua irmã Valdeci viu um grande feixe de luz partindo do céu e caindo no local para onde Pedro se dirigia, visto isso, igualmente deslumbrada pediu à mãe e à irmã que não mais impedisse o rapaz. Pedro  continuou seguido de perto pelos familiares até parar diante de uma elevação e passaram a observa-lo.</p>
<p>Pedro parou diante da luz, caiu de uma só vez com os dois joelhos no chão e fixou o olhar em um ponto no alto. Ele viu, envolta na luz, como que  vestida de sol, a mesma moça das outras duas vezes que insistia para que todos continuassem a orar, disse-Ihe que contasse às pessoas o que estava acontecendo e que, a partir daquele dia, ele estaria curado dos desmaios, e que sua convalescença tinha sido uma preparação para as aparições, e disse ainda: *Não tenhais medo, pois Eu sou a Mãe de Jesus. Estou aqui porque preciso de ti para ajudar os Meus pobres filhos, que precisam do Meu auxilio.* Em seguida, sorrindo, desapareceu. Pedro não teve medo, mas para certificar-se de que não estaria enlouquecendo e que Ela falava a verdade, sempre procurou a ajuda e a orientação do Pe. Hermenegildo até ter certeza de que era a mãe de Jesus. Dai em diante, as aparições ocorrem nessa elevação, onde Ela pediu que fosse erguida uma cruz.</p>
<p>No dia 10 de fevereiro de 1989, Pedro teve uma paralisia nas pernas e ficou de cama sem poder locomover-se. Os médicos o examinaram e não conseguiram diagnosticar o caso. É interessante notar que justamente no princípio das aparições diversas situações impeditivas se estabeleceram para inviabilizar a disseminação das mensagens. Pouco mais de uma semana depois Pedro Régis recebeu mais uma vez a graça da cura.  (Mensagem 137).</p>
<p>Mas os impedimentos não pararam por ali. Em 14 de julho de 1989, Pedro desceu do ônibus voltando da escola e viu dois homens de aspecto suspeito aproximarem-se perguntando-Ihe se era ele o Pedro que via a Santa. Depois de confirmar, Pedro viu os sujeitos sacarem e dispararem armas de fogo contra ele. enquanto diziam: *Quero ver o que Ela vai fazer por você agora* . As balas não afetaram o rapaz, que viu os dois fugirem aos gritos de *Olha ali! 0lha ali!*, sem que ninguém nunca mais soubesse ao certo o que acontecera. Pedro apenas recordou que Nossa Senhora o tinha avisado há dois meses que algumas pessoas planejavam mata-lo, mas que não tivesse medo pois Ela iria protege-lo, e os assassinos levariam um susto, o que de fato aconteceu. Não se sabe exatamente a motivação dessa tentativa de assassinato, entretanto as mensagens da Virgem sempre incomodaram  onde quer que tenham sido manifestas, sobretudo quando o pecado é relacionado também ao egoísmo e por conseguinte a algumas formas de poder&#8230;</p>
<p>0 primeiro diretor espiritual de Pedro foi o Pe. Gerard Laflamme,  que foi pároco em Anguera e já retornou a seu pais. o Canadá, de onde acompanha o que se passa aqui e recebe todas as mensagens. Hoje, por determinação de Nossa Senhora, o Pe. Hermenegildo de Castorano é o diretor espiritual de Pedro que já levou pessoalmente ao Papa, no Vaticano, muitas mensagens e uma carta do jovem.</p>
<p>A principio as aparições eram apenas  aos sábados, depois passaram a acontecer  também às terças posteriormente passou a haver uma terceira aparição a qualquer dia da semana apenas para o Pedro.</p>
<p>As 21h desses dias é o momento esperado por muitos romeiros, que lá chegam de ônibus, caminhões, carros particulares, cavalos e a pé. Nossa Senhora  também aparece nos dias de aniversario das aparições e festas comemorativas Marianas.</p>
<p>0 então bispo da Diocese de Feira de Santana, Dom Silvério Albuquerque,  recebeu Pedro para uma conversa e pediu que o mantivesse informado sobre o conteúdo das mensagens recebidas. A Igreja se mantém prudente e cautelosa quanto ao que acontece em Anguera, como fez a respeito de Fátima, Lourdes e todos os casos semelhantes a esse, que em sua maioria  levaram anos para ser reconhecidos. só depois de estudos e pesquisas através de uma comissão (já foi organizada uma pelo bispo responsável, Dom Silvério de Albuquerque de Feira de Santana) ela poderá dar um parecer final, que não se espera ser breve, mas isso não tem sido o foco da atividade pastoral em Anguera. O mais importante é o vulto que os acontecimentos vem tomando e os frutos que deles tem resultado, são inúmeras conversões, curas, graças, retorno à fé por parte de espíritas e  maçons. *Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abroIhos? Toda arvore boa da bons frutos; toda arvore ma da maus frutos. Uma arvore boa não pode dar maus frutos, nem uma arvore ma, bons frutos.* (MT. 7, 16-18). Como mencionou o próprio Dom Silvério, não são necessários milagres para  crer em Nossa Senhora, os milagres e fenômenos são nada mais que a manifestação da graça de Deus que em tudo produz o bem. Você estar lendo este texto é sem dúvida uma manifestação da graça de Deus.</p>
<p>Nossa Senhora diz que não tem o poder de fazer milagres, só o Filho Jesus o tem. Ela intercede junto a Ele. Ela pede a Ele por cada um de nós.</p>
<p>Hoje já são mais de 1800 mensagens que a nossa Mãe do Céu vem com amor e preocupação nos transmitir através do Pedro, para que os homens tenham ainda mais uma chance para a conversão. Ela pede uma conversão urgente. E o que é uma conversão? É começarmos, aos poucos, a alimentar mais e mais o espírito com muita fé em Deus, nos esforçando por aplicar os ensinamentos de Jesus em nossas vidas, em nossas condutas, em harmonia conosco, com o próximo e com a natureza que nos cerca.</p>
<p>*Amar o próximo como a si mesmo.* Amar o nosso inimigo. Fazer o bem a todos, sem distinção. Perdoar a todos sem cobranças e interesses, quantas vezes forem necessárias. Não julgar ninguém. Não somos juizes. É difícil, mas se perseverarmos no caminho de Cristo, com Cristo, conseguiremos. Somos falíveis por conta de nosso pecado, mas somos igualmente perfectíveis quando colocamos a nossa confiança no Senhor. E não esmoreçamos, mesmo diante do sofrimento e das dificuldades, Nossa Senhora nos diz que não estamos sós, muitas vezes as provações são grandes graças em nossa vida pois nos torna solidários à cruz do Cristo.</p>
<p>As aparições são agora uma rotina na vida de Pedro. Por volta das 20:30h ele conta para os presentes a história do início das aparições, fala sobre algum tema social ou religioso à luz da doutrina da Igreja e  reza o terço com os presentes, ao final da Salve a Rainha cai de joelhos, sempre com o Terço na mão e olhar fixo para o alto.</p>
<p>Nossa Senhora Se apresenta para Pedro como uma moça de mais ou menos 20 anos de idade, cabelos pretos, olhos azuis da cor do céu. A cor de Sua pele, ele não sabe descrever, pois afirma não ter visto nada parecido na terra. Ela é de extrema beleza, voz doce e delicada em cada gesto, humilde ao extremo e cheia de amor ao falar, segundo ele, é uma experiência indizível. Ela vem quase sempre vestida de branco, às vezes com um manto azul, sempre descalça e pairando a uns 30cm do chão em frente à cruz onde os fieis depositam flores. Envolta por uma luz intensa, Ela olha para todos, às vezes fixa o olhar em algumas pessoas, gesticula suavemente, enquanto fala um português perfeito. Vem sempre com as mãos postas.</p>
<p>A mensagem que Ela transmite e anotada rapidamente por Pedro em umas folhas de papel ofício sobre uma prancheta com a forma de garranchos de difícil leitura. No momento da Aparição, ele diz que não vê, não ouve ninguém e nem sente calor ou frio. Nossa Senhora abençoa a todos os presentes e aos objetos (terços, água, velas, medalhas, imagens, etc) que são colocados ao pé da cruz ou apresentados no momento em que Pedro ergue o terço que tem na mão. Logo depois da aparição, ele se levanta e lê a mensagem para todos.</p>
<p>O que mais impressiona em Anguera é justamente a forma saudável como se procura viver o Evangelho e divulgar as mensagens da Virgem  sem nenhum tipo de fanatismo. Poucos lugares no mundo tem uma atmosfera tão tranquila e pacífica como em Anguera que em seus 13 anos de existência já se transformou num dos maiores locais de peregrinação do Nordeste do Brasil e um dos mais impressionantes fenômenos de fé da humanidade. O Brasil está a receber uma grande benção desde aquela primavera de 1987 através dessas aparições que segundo a própria Virgem Maria serão as últimas nesta terra. O mais importante em Anguera não é a tentativa de ver a virgem e sim de saber que será visto por ela que a  muitos já atraiu àquele santo lugar que de tão pobre e humilde chega a comover pela imensidão de graças que são derramadas.</p>
<p>Crer nas aparições de Anguera ou em qualquer outra aparição da Virgem Maria não se constitui em dogma de fé, ou seja, muito embora faça parte dos tesouros universais da fé, não é necessário crer  que elas aconteçam para que se alcance a salvação, entretanto, pelos frutos se conhece a boa árvore e até hoje esses frutos são incontáveis em Anguera.</p>
<p><em>Escrito por <strong>Elbson Araujo do Carmo</strong></em><br />
<a title="site: Apelos Urgentes" href="http://www.apelosurgentes.com.br/" target="_blank"><em>http://www.apelosurgentes.com.br/</em></a></p>
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		<title>Santa Gemma Galgani</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 15:57:29 +0000</pubDate>
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O NASCIMENTO
Gema Galgani nasceu a 12 de março de 1878 em Camigliano, um vilarejo situado perto de Lucca, na Itália. Gema em italiano significa jóia. Seu pai era um próspero químico e descendente do Beato João Leonardi. A mãe de Gema era também de origem nobre. Os Galgani eram uma família católica tradicional que foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/gemma_galgani.jpg" alt="Gemma Galgani" /></p>
<h2>O NASCIMENTO</h2>
<p>Gema Galgani nasceu a 12 de março de 1878 em Camigliano, um vilarejo situado perto de Lucca, na Itália. Gema em italiano significa jóia. Seu pai era um próspero químico e descendente do Beato João Leonardi. A mãe de Gema era também de origem nobre. Os Galgani eram uma família católica tradicional que foi abençoada com oito filhos.</p>
<p>Gema, a quinta a nascer e a primeira menina da família, desenvolveu uma atração irresistível pela oração enquanto ainda era muito pequena. Esse carinho pela oração lhe veio de sua piedosa mãe, que lhe ensinou as verdades da Fé da Igreja Católica. Foi a sua mãe que infundiu em sua preciosa alma o amor pelo Cristo Crucificado.</p>
<p>A jovem santa aplicou-se com zelo à devoção. Quando Gema tinha apenas cinco anos, ela lia o Ofício de Nossa Senhora e o Ofício dos Defuntos no Breviário com tanta facilidade e rapidez quanto um adulto.</p>
<p><span id="more-325"></span>Quando a mãe de Gema tinha de se ocupar com suas tarefas diárias de dona-de-casa, a pequena Gema puxava a saia da mãe e dizia: “Mamãe, conte-me um pouco mais sobre Jesus”.</p>
<p>Infelizmente, a mãe de Gema deveria morrer em breve. No dia em que Gema recebeu o Sacramento da Confirmação, enquanto rezava ardentemente na missa pela recuperação de sua mãe (a Senhora Galgani estava gravemente doente), ela ouviu uma voz em seu coração que dizia, « Tu me darás a tua mãezinha ? »<br />
“Sim,&#8221; respondeu Gema, “contanto que Tu me leves também.”</p>
<p>“Não,&#8221; replicou a voz, &#8220;dá-Me a tua mãe sem reservas. Por ora, tu deves esperar com o teu pai. Vou te levar para o céu mais tarde.”</p>
<p>Gema simplesmente respondeu “Sim”.</p>
<p>Este “sim” seria repetido ao longo de toda a breve vida de Santa Gema, como resposta ao convite de Nosso Senhor para que ela sofresse por Ele.</p>
<h2>SUA VIRTUOSA INFÂNCIA</h2>
<p>Após a morte da sua querida mãe, Gema foi enviada pelo pai para um semi-internato católico em Lucca, dirigido pelas Irmãs de Santa Zita. Mais tarde, refletindo sobre seus dias na escola, Gema disse: “Eu comecei a ir à escola das Irmãs, eu estava no Paraíso”. Ela era excelente em francês, aritmética e música e em 1893 ganhou o grande “Prêmio de Ouro” por conhecimento religioso. Uma de suas professoras na escola resume melhor tudo isso, dizendo: “Ela (Gema) era a alma da escola”. Gema tinha se preparado arduamente para sua Primeira Comunhão. Ela costumava implorar: “Dá-me Jesus&#8230; e verás quão boa eu serei. Eu vou mudar bastante. Não vou cometer mais nenhum pecado. Dá-me Jesus. Eu o desejo tanto, e não posso viver sem Ele.” Com nove anos (o que era mais cedo do que de costume) foi-lhe permitido receber sua primeira comunhão. Com a permissão de seu pai, ela foi ao convento local por dez dias para preparar-se dignamente para esse acontecimento solene. O seu dia chegou finalmente a 20 de junho de 1887, na festa do Sagrado Coração de Jesus. Com suas próprias palavras, ela assim descreveu o seu primeiro encontro íntimo com Cristo no Santíssimo Sacramento: “É impossível explicar o que se passou então entre mim e Jesus. Ele se fez sentir, oh tão fortemente, na minha alma.”</p>
<p>O acontecimento mais marcante que se seguiu na vida de Santa Gema foi quando seu pai morreu em 1897. Como conseqüência de sua extrema generosidade, da falta de escrúpulos de seus interlocutores nos negócios e problemas com credores, os filhos foram deixados sem nada e não tinham nem mesmo meios de sobreviver. Gema tinha apenas dezenove anos, mas já tinha uma grande experiência em carregar a cruz.</p>
<h2>CURADA MILAGROSAMENTE POR SÃO GABRIEL DE NOSSA SENHORA DAS DORES</h2>
<p>Gema começou cedo a ficar doente. Ela desenvolveu uma curvatura na espinha. Uma meningite também deixou-a temporariamente surda. Grandes abscessos se formaram em sua cabeça, seus cabelos caíram e finalmente ela teve paralisia nos membros. Um médico foi chamado e tentou vários remédios, mas nada adiantou. Ela estava apenas piorando.</p>
<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/sao_gabriel.jpg" alt="São Gabriel de Nossa Senhora das Dores" /></p>
<p>Gema tornou-se devota do Venerável Gabriel Possenti de Nossa Senhora das Dores (agora São Gabriel). Acamada pela doença, ela leu a história de sua vida. Mais tarde ela escreveu a respeito de São Gabriel:</p>
<p>“&#8230; eu comecei a admirar as suas virtudes e seus hábitos. Minha devoção por ele crescia. À noite eu não dormia sem ter sua imagem debaixo do travesseiro e, depois disso, passei a vê-lo perto de mim. Não sei como explicar isso, mas eu sentia a sua presença. Em todos os momentos e em cada ação, o Irmão Gabriel vinha à minha mente.”</p>
<p>Gema, agora com 20 anos, estava aparentemente em seu leito de morte. Uma novena lhe foi sugerida como a única chance de cura. Dia 23 de fevereiro de 1899, à meia-noite, ela ouviu o chocalhar de um rosário e se deu conta de que o Venerável Gabriel estava aparecendo para ela. Ele falou a Gema:</p>
<p>“Queres ficar curada? Reza com fé toda noite ao Sagrado Coração de Jesus. Eu virei a ti até a novena terminar, e rezarei contigo a este Sacratíssimo Coração”.<br />
Na primeira sexta-feira de março a novena terminava. A graça tinha sido concedida; Gema estava curada. Quando ela levantou-se, os que estavam à sua volta choraram de alegria. Sim, um milagre havia acontecido!</p>
<h2>SANTA GEMA RECEBE OS ESTIGMAS</h2>
<p>Gema, agora em perfeita saúde, tinha sempre desejado tornar-se freira, mas isto não devia acontecer. Deus tinha outros planos para ela.</p>
<p>A 8 de junho de 1899, depois de receber a comunhão, Nosso Senhor deu a conhecer a Sua serva que Ele lhe daria uma graça muito grande.<br />
Gema voltou para casa e rezou. Ela entrou em êxtase e sentiu um grande remorso por seus pecados. A Mãe Santíssima, de quem Santa Gema era extremamente devota, apareceu-lhe e disse:</p>
<p>“Meu Filho Jesus te ama sem medida e deseja dar-te uma graça. Eu serei uma Mãe para ti. Serás uma verdadeira filha?” A Santíssima Virgem abriu então o seu manto e cobriu Gema com ele.</p>
<p>Eis como St. Gema relata como ela recebeu os estigmas:</p>
<p>“Naquele momento, Jesus apareceu com todas as suas chagas abertas, mas daquelas chagas não mais saía sangue, mas chamas de fogo. Num instante aquelas chamas vieram tocar minhas mãos, meus pés e meu coração. Senti como se estivesse morrendo, e eu teria caído no chão, se minha Mãe não me tivesse segurado, enquanto todo esse tempo eu permanecia sob o seu manto. Tive de ficar várias horas naquela posição. Finalmente ela beijou minha testa, tudo desapareceu e eu me vi de joelhos. Mas eu ainda sentia uma forte dor nas minhas mãos, pés e coração. Levantei para ir para a cama, e percebi que saía sangue dessas partes onde sentia dor. Cobri-as o melhor que pude, e, ajudada então pelo meu Anjo, pude ir para a cama&#8230;”</p>
<p>Muitas pessoas, incluindo respeitosos membros da Igreja, testemunharam este milagre dos estigmas, que se repetiu praticamente até o fim da vida de Santa Gema. Uma testemunha ocular afirmou:</p>
<p>“Saía sangue dos ferimentos dela (St. Gema) abundantemente. Quando ela estava de pé, ele caía no chão, e quando ela estava na cama, ele não apenas molhava os lençóis, mas encharcava o colchão todo. Eu medi alguns desses fluxos ou poças de sangue, e tinham entre cinqüenta e sessenta centímetros de comprimento e aproximadamente cinco centímetros de largura”.</p>
<p>Como São Francisco de Assis e recentemente Padre Pio, Gema pode dizer também: Nemo mihi molestus sit. Ego enim stigmata Domini Jesu in corpore meo porto: &#8220;Que ninguém me faça mal, pois eu levo as marcas do Senhor Jesus no meu corpo&#8221;.</p>
<h2>SUA VIDA MÍSTICA DE ORAÇÃO</h2>
<p>Com 21 anos, Gema foi acolhida por uma generosa família italiana, os Giannini. A família tinha já 11 filhos, mas estava feliz em receber esta jovem e piedosa órfã em sua casa. A mãe da família, a Senhora Giustina Giannini, diria mais tarde sobre Gema: “Posso jurar que, durante os 3 anos e 8 meses em que Gema esteve conosco, eu nunca soube do menor problema em nossa família que fosse provocado por ela e nunca vi nela o menor defeito. Repito, nem o menor problema, nem o menor defeito”.</p>
<p>Santa Gema ajudava diligentemente com as tarefas da grande casa. Ela também tinha tempo para rezar, o que era a sua atividade favorita. Pela Providência, ela obteve como diretor espiritual o Passionista Pe. Germano, C.P., a quem ela era totalmente obediente.</p>
<p>Pe. Germano, um teólogo eminente no tocante à oração mística, percebeu que Gema tinha uma profunda vida de oração e conseqüente união a Deus. Ele estava convencido de que esta “Jóia de Cristo” tinha passado por todos os nove clássicos estágios da vida interior.</p>
<p>Gema assistia à Missa duas vezes por dia, recebendo a comunhão uma vez. Ela rezava o rosário com fé, e à noite, com a Senhora Giannini, ia às Vésperas. Com todos os seus exercícios espirituais, Gema nem mesmo uma vez negligenciou suas obrigações domésticas diárias na casa Giannini.</p>
<h2>DEVOÇÃO DE SANTA GEMA A SEU ANJO DA GUARDA</h2>
<p>O Anjo da Guarda de Gema aparecia freqüentemente para ela. Eles tinham uma conversa da mesma maneira que alguém conversa com o seu melhor amigo. A pureza e inocência de Gema devem ter trazido este Glorioso Anjo do céu para o seu lado. Gema e seu Anjo - este com suas asas abertas ou ajoelhado ao lado dela - recitavam orações ou salmos alternadamente. Quando meditavam a Paixão de Nosso Senhor, o seu Anjo inspirava-lhe as mais sublimes reflexões neste mistério. Seu Anjo da Guarda uma vez falou-lhe sobre as Agonias de Cristo:</p>
<p>“Olha para o que Jesus sofreu pelo homem. Considera uma por uma estas Chagas. É o Amor que abriu-as todas. Vê como execrável (horrível) é o pecado, já que para expiá-lo, tanta dor e tanto amor foram necessários”.</p>
<h2>A ÚLTIMA DOENÇA E A MORTE HERÓICA DE SANTA GEMA</h2>
<p>Em 1902 Gema, em boa saúde desde a sua cura milagrosa, ofereceu-se a Deus como vítima pela salvação das almas. Jesus aceitou a sua oferta. Ela então ficou extremamente doente. Seu estômago não suportava nenhum tipo de comida. Apesar de ter recuperado sua saúde rapidamente, pela Providência Divina, ela adoeceu novamente. Em 21 de setembro de 1902 ela começou a expelir sangue com as violentas palpitações de amor de seu coração. Enquanto isso ela passava por um martírio espiritual, pois ela experimentava aridez e nenhum consolo em seus exercícios espirituais. Além disso, seu inimigo, o demônio, multiplicava seus ataques contra a jovem “Virgem de Lucca”.</p>
<p>O Inimigo reforçava sua guerra contra Gema, pois ele sabia que o fim estava próximo. Ele esforçava-se para persuadi-la de que ela tinha sido totalmente abandonada por Deus. Usava suas diabólicas aparições e até mesmo violência física, batendo no frágil corpo de Gema.</p>
<p>Uma testemunha ocular que cuidava de Gema disse:</p>
<p>“Aquela besta abominável vai ser o fim da nossa querida Gema - golpes atordoantes, formas de animais ferozes etc. - eu a deixei com lágrimas nos olhos porque o demônio a está esgotando.”</p>
<p>Gema clamava incessantemente os nomes Santos de Jesus e Maria, mas a batalha continuava. O seu Diretor Espiritual, o Venerável Germano, vendo o esforço final de Gema, disse:</p>
<p>“A pobre sofredora passou dias, semanas e meses desse modo, dando-nos um exemplo de paciência heróica e razões para um medo saudável pelo que pode acontecer conosco, que não temos os méritos de Gema, na terrível hora da morte”.</p>
<p>Ainda assim, mesmo passando por essas provações, Gema nunca se queixou, ela apenas rezava. Gema estava no fim. Ela era praticamente um esqueleto vivo, mas ainda linda, apesar da devastação da doença. Ela recebeu o “Viático”.</p>
<p>Em suas últimas palavras, disse: “Eu não procuro mais nada; sacrifiquei tudo e todos a Deus; agora eu me preparo para morrer”. Ela falava com dificuldade. “Agora é mesmo verdade que não me resta mais nada, Jesus. Eu recomendo a minha pobre alma a Ti&#8230; Jesus !”</p>
<p>Gema então sorriu um sorriso celestial e deixando pender a cabeça para um lado, deixou de viver.</p>
<p>Uma das irmãs presente na hora da morte vestiu o corpo de Gema com o hábito dos Passionistas, que era a ordem à qual Gema sempre aspirou. Essa morte abençoada aconteceu no Sábado Santo, dia 11 de Abril de 1903, quando Gema Galgani tinha 25 anos.</p>
<h2>ELEVADA AOS ALTARES</h2>
<p>As autoridades da Igreja começaram a estudar a vida de Gema em 1917 e ela foi beatificada em 1933. O decreto aprovando os milagres para a canonização foi lido a 26 de março de 1939 - Domingo de Ramos. Gema Galgani foi canonizada a 2 de março de 1940, apenas trinta e sete anos depois da sua morte.</p>
<p>Há um verso do poema de Dante (Paraíso, c. XXX, 19-21) no qual a beleza sobrenatural é admiravelmente recordada e exaltada. Ele também se adapta bem à pequena Jóia de Cristo, verdadeira Beatriz, que o Senhor com tanta alegria enfeitou para Si mesmo:</p>
<p>&#8220;Fulgia de tal modo o resplendor de sua formosura, que sustido pudera ser tão só por seu Fautor.&#8221;</p>
<p>Santa Gema, rogai por nós.</p>
<p><em>Extraído do <a title="Site da Santa Gemma Galgani" href="http://www.stgemma.com/pr_index.html" target="_blank">site</a> oficial da Santa Gemma Galgani</em></p>
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		<title>Testemunho de Glória Polo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 13:27:34 +0000</pubDate>
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Irmãos! Realmente é muito lindo poder estar aqui compartilhando esse maravilhoso presente que o Senhor me deu há mais de 10 anos.
Isso aconteceu em 8 de maio de 1995 na Universidade Nacional de Bogotá. Eu e um sobrinho estávamos nos especializando em odontologia e tínhamos que buscar uns livros na Faculdade de Odontologia numa sexta-feira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/gloria_polo.jpg" alt="Glória Polo" /></p>
<p>Irmãos! Realmente é muito lindo poder estar aqui compartilhando esse maravilhoso presente que o Senhor me deu há mais de 10 anos.</p>
<p>Isso aconteceu em 8 de maio de 1995 na Universidade Nacional de Bogotá. Eu e um sobrinho estávamos nos especializando em odontologia e tínhamos que buscar uns livros na Faculdade de Odontologia numa sexta-feira à tarde. Meu esposo estava conosco. Estava chovendo muito forte, eu e meu sobrinho estávamos debaixo de um pequeno guarda-chuva e meu esposo tinha sua jaqueta impermeável e se aproximou da parede da Biblioteca Geral, e nós, enquanto saltávamos as poças d’água, sem perceber nos aproximamos de umas árvores. Quando fomos saltar uma grande poça, caiu um raio sobre nós. Nos deixou carbonizados e meu sobrinho faleceu ali.</p>
<p><span id="more-314"></span>Ele era um rapaz, apesar da pouca idade, muito entregue ao Senhor e era muito devoto do Menino Jesus. Ele usava uma medalhinha do Menino Jesus no peito, dentro de uma moldura de cristal. Segundo o laudo, o raio entrou através da medalha e atingiu-lhe o coração, queimando-o por dentro e saindo pelo pé, mas por fora ele não se carbonizou, nem se queimou. Por outro lado, o raio entrou em mim pelo braço, me queimou de forma espantosa todo o meu corpo, por fora e por dentro. Isso que estão vendo aqui, este corpo reconstituído, é misericórdia de Nosso Senhor. Fui carbonizada, fiquei sem seios, praticamente me desapareceu toda minha carne e minhas costelas, o ventre, as pernas&#8230; o raio saiu pelo meu pé direito, me carbonizou o fígado, se queimaram os rins, os pulmões&#8230; Eu usava DIU, de maneira que o T de cobre, bom condutor elétrico, me carbonizou, me pulverizou os ovários, tive uma parada cardíaca, fiquei ali, sem vida, meu corpo pulava por causa da eletricidade que ficou por todo este local. Mas vejam, esta é só a parte física. A parte mais bonita, a parte mais linda, é que enquanto meu corpo estava ali carbonizado, eu, neste instante, me encontrava dentro de um lindo túnel branco, era uma delícia, uma paz, uma felicidade que não há palavras humanas para descrever a grandeza deste momento, era um êxtase imenso, eu ia muito feliz, nada me pesava dentro deste túnel, olhei ao fundo desse túnel e havia como um sol, uma luz lindíssima. Eu digo que é branco para colocar uma cor, mas nenhuma das cores é comparável humanamente a essa luz maravilhosa. Eu sentia a fonte de todo esse Amor, dessa paz&#8230;</p>
<p>Quando eu vou subindo, digo&#8230;  “Quarta-feira! Eu morri!” E nesse instante penso nos meus filhos e digo: <em>“Ai meu Deus, meus filhos! O que vai ser deles? Essa mãe tão ocupada, nunca teve tempo para eles.”</em> Aí me dou conta da minha realidade de vida e me sinto triste. Saí de minha casa para transformar o mundo e meu lar, meus filhos, pareciam demais para mim.<br />
Neste instante de vazio pelos meus filhos, dou uma olhada e vejo algo belo&#8230; Meu corpo já não estava nas medidas de tempo nem de espaço daqui da Terra, e vi todas as pessoas num mesmo instante, num mesmo momento, todas as pessoas, as vivas e as mortas e abracei os meus bisavós. Abracei meus pais que já haviam falecido, abracei a todos e foi um momento pleno e maravilhoso. Aí me dei conta de que havia caído por terra a teoria da reencarnação e eu via meu avô, meu bisavô, eles me abraçaram por um momento e encontrei com todas as pessoas que tiveram a ver comigo em minha vida, em todo lugar, ao mesmo instante. Só minha filha de 9 anos (que estava viva) que se assustou quando a abracei, ela sim sentiu meu abraço. Não havia passado nada de tempo nesse momento tão lindo, e que maravilha estar sem o corpo! Já não via as coisas como antes, quando só olhava se alguém era gordo, ou magro, ou feio, ou negro, sempre olhando com critérios. Não era assim quando não tinha meu corpo humano. Eu podia ver o interior das pessoas, como é lindo poder ver o interior das pessoas! Ver nelas seus pensamentos, seus sentimentos. Abracei a todos em um instante e, no entanto, eu continuava subindo e subindo, cheia de alegria.</p>
<p>Quando senti que ia desfrutar de uma vista fantástica onde havia no fundo um lago belíssimo, neste mesmo instante, ouço a voz do meu esposo, ele chora e com um grito profundo e cheio de sentimento me grita: <em>“O que aconteceu? Gloria! Por favor, não se vá! Volte, Gloria! As crianças, Gloria! Não seja covarde!”</em> Neste instante, dou uma olhada como que global e o vejo chorando, com muita dor e então o Senhor me concede regressar. Eu não queria vir, de tanta alegria, paz e felicidade. Então, comecei a descer devagar, buscando meu corpo e me encontrei sem vida. Meu corpo estava na maca da enfermaria da Universidade Nacional de Enfermagem, via como os médicos davam choques elétricos em meu coração para me salvar da parada cardíaca. Durante duas horas e meia fiquei ali jogada, porque não podiam nos levar dali porque “lhes passávamos corrente” a todo mundo, até que finalmente deixamos de “passar corrente” e puderam nos atender. Começaram a me reanimar. Eu cheguei e pus os meus pés aqui no topo de minha cabeça e com violência uma faísca entrou  em mim. Eu entrei no meu corpo, me doeu muito entrar e senti que saíam faíscas por todos os lados. Eu sentia encapsular-me nisto “tão pequenininho”. E a dor que sentia, minha carne queimava, como me doía! Saía fumaça e vapor. E a dor mais terrível, a dor de minha vaidade. Eu tinha critérios para tudo, era uma mulher executiva, era a intelectual, a estudante, a escravizada pelo corpo, escrava da beleza e da moda: 4 horas diárias de exercícios aeróbicos. Escravizada para ter um corpo bonito. Massagens, dietas, bem&#8230; de tudo o que possam imaginar, essa era minha vida. Uma rotina de escravidão por um belo corpo. E eu dizia: Bem&#8230;se tenho seios bonitos é para mostrar, assim como minhas pernas, porque sentia que tinha pernas esculturais, assim como os seios, e num instante via tudo com horror. Toda uma vida cuidando do corpo. Isso era o centro da minha vida, o amor ao meu corpo.  E já não havia corpo. Nem seios. Havia uns buracos impressionantes em todo o seio esquerdo, estava praticamente desaparecido, e minhas pernas, era o mais terrível, havia pedaços vazios e sem carne, tudo preto, carbonizado&#8230;</p>
<p>Dali me levaram ao Seguro Social, rapidamente me operaram e começaram a raspar todos os meus tecidos queimados. Quando estou anestesiada, volto a sair do meu corpo. Estava olhando o que faziam os médicos com o meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas. De repente aconteceu algo terrivelmente horroroso. Porque conto a vocês, irmãos, eu fui uma “Católica Dietética” durante toda a minha vida. Minha relação com o Senhor era uma eucaristia aos domingos, em missas de 25 minutos, onde o padre falasse menos, porque que desespero e que angústia! Essa era minha relação com Deus. E como essa era a relação que eu tinha com Deus, todas as correntes do mundo me arrastavam como um cata-vento, a ponto de que quando já estava me especializando nos estudos, o mundo me dizia que o inferno não existia, que os diabos não existiam. Medo? Quem disse? Mas vergonhosamente confesso que a única coisa que me mantinha na igreja era o medo do diabo. Quando me diziam que não existe, que luta! E eu dizia: <em>“Bem&#8230;Todos vamos para o Céu, não importa como somos.”</em> Então, isso terminou afastando-me de uma vez do Senhor. O pecado não ficou só em mim e começo a piorar ainda mais minha relação com o Senhor. Começo a dizer a todo mundo que os demônios não existem, que são invenção dos padres, que são manipulações. Com meus companheiros da Nacional, comecei a acreditar no conto de que Deus não existia e que éramos produto da evolução. Vejam, quando me vejo neste instante, que susto terrível! Vejo uns demônios que vêm buscar seu pagamento: Eu! Nesse instante, começo a ver como da parede do centro cirúrgico começam a brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dou conta que neste instante que em meu corpo há uma sabedoria especial e percebo que devo algo a todos eles, que o pecado não foi grátis e que a principal infâmia e mentira do demônio foi dizer que não existia, e vejo que vêm ao meu encontro e começam a me rodear e querem me levar. Vocês façam idéia do susto, do terror que senti. Essa mente científica e intelectual já não me servia de nada. Eu caía ao chão, tentava voltar para dentro do meu corpo, mas minha carne não me recebia. Neste susto tão terrível, saí correndo e não sei em que instante atravessei a parede do centro cirúrgico. Eu pretendia me esconder pelos corredores do hospital, mas quando passei pela parede do centro cirúrgico&#8230; “zas”, dei um salto no vazio&#8230;</p>
<p>Entrei por uma quantidade de túneis que vão para baixo. No princípio tinham luz e eram luzes como colméias de abelhas, onde havia muitíssima gente. Mas eu vou descendo e a luz vai se perdendo e começo a andar nos túneis de trevas espantosas e quando chego a umas trevas, essas não se comparam com as trevas que conhecemos. Imagine que o mais escuro do escuro que conhecemos se parece à luz de meio-dia comparado a essas trevas que vi. Não se pode comparar. Elas mesmas ocasionam dor, horror, vergonha e cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos os túneis e chego desesperada a uma parte plana&#8230; Essa vontade de ferro que eu dizia que tinha, onde me sentia capaz de tudo, já não me servia de nada. Eu queria subir, mas não podia, e estava ali. Vejo como nesse piso se abre uma boca enorme e sinto um vazio impressionante em meu corpo, um abismo ao fundo inenarrável, porque o mais espantoso desse oco era que não se sentia nem um pouco o Amor de Deus, nem uma gota de esperança e esse oco tem algo que me suga para dentro e eu grito aterrorizada. Eu sabia que se entrasse aí, minha alma estaria morta.</p>
<p>Esse horror era tão grande e quando estou entrando, algo me sustenta pelos pés. Meu corpo entrou neste oco, mas meus pés estavam sustentados para cima. Foi um momento muito doloroso e terrível. Vejam só&#8230; Meu ateísmo ficou pelo caminho e comecei a gritar: <em>“Almas do purgatório! Por favor, me tirem daqui!”</em> Quando eu estava gritando, foi um momento de uma dor imensa, porque me dou conta de que aí se encontram milhares e milhares de pessoas neste oco, sobretudo jovens, e com dor me dou conta que começo a escutar ranger de dentes, com uns gritos e lamentações que me estremeciam.  Muitos anos me custaram  para assimilar isso, porque eu me punha a chorar cada vez que me lembrava do sofrimento destas pessoas, e percebo que ali estavam todas as pessoas que em um segundo de desespero se haviam suicidado e estavam nestes tormentos com todas as coisas que ai se encontravam, mas o mais terrível destes tormentos é a ausência de Deus. Não se sentia o Senhor.</p>
<p>Nessa dor, começo a gritar: <em>“Quem se equivocou? Olhem como sou santa! Jamais roubei, eu nunca matei, eu fazia compras para os pobres, eu extraía dentes de graça ajudando os que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa aos domingos, apesar de que me considerasse atéia, nunca faltei, se faltei cinco vezes à Missa em toda a minha vida foi muito. Eu era alma que sempre ia à Missa. E o que faço aqui? Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui!” </em>Quando estou gritando que sou católica, vejo uma pequena luz. Entendam que uma luz nestas trevas é o maior presente que alguém poderia receber. Vejo umas escadas por cima deste oco, vejo meu pai, que havia falecido cinco anos atrás, ele estava quase atrás do oco, tinha um pouquinho de luz e quatro degraus mais acima vejo minha mãe, com muito mais luz e numa posição de oração. Quando os vi me deu uma alegria tão grande e comecei a gritar: <em>“Paizinho, mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu suplico, me tirem daqui!”</em> Quando eles baixaram a vista e meu pai me viu ali&#8230; se houvessem visto que dor tão grande eles sentiram; neste lugar podemos sentir os sentimentos dos outros, podemos ‘ver’ essa parte e ‘vi’ essa dor tão grande. Meu pai começou a chorar e colocava as mãos na cabeça e tremia: <em>“Minha filha, minha filha!”</em> E minha mãe orava, então percebo que eles não podem me tirar dali e a dor que me inundava era sentir a dor que eles sentiam e estavam compartilhando essa dor comigo. Começo a gritar de novo: <em>“Por favor, vejam, me tirem daqui, eu sou católica! Quem se enganou? Por favor, me tirem daqui!”</em> E quando estou gritando pela segunda vez, se escuta uma voz, é uma voz doce, é uma voz que quando a escuto, se estremece toda a minha alma, e tudo se inundou de amor e de paz, e todas estas criaturas saíram apavoradas, porque elas não resistem ao Amor, nem à paz e eu sinto essa paz, e essa voz me diz: <em>“Muito bem, se você é católica, diga-me os dez mandamentos da lei de Deus.”</em></p>
<p>E que golpe tão horrível! Ouviram?</p>
<h2>O PRIMEIRO MANDAMENTO: Amar a Deus sobre todas as coisas</h2>
<p>Eu sabia que eram dez, mas daí em diante, nada! <em>“Quarta-feira! O que vou fazer aqui?”</em> Minha mãe sempre me falava do primeiro mandamento de Amor. Finalmente me serviu para alguma coisa. Vamos ver como me sairei dessa, pensava&#8230; Tomara que não se lembrem dos demais mandamentos. Pensava em manipular a situação, como sempre costumava fazer por aqui, eu sempre tinha resposta para tudo, tinha a desculpa perfeita, e sempre me justificava e me defendia de tal maneira que ninguém perceberia o que eu não sabia. Então começo a dizer: <em>“O primeiro: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”</em>&#8230; “Muito bem” – e me dizem: <em>“Você O tem amado?”</em> E eu digo: <em>“Sim, eu sim, eu sim!”</em> E é quando me dizem:<em> “Não!”</em> Vejam, quando me disseram “não!”, aí sim senti a corrente elétrica daquele raio, porque eu não percebi em que parte me havia caído o raio, não sentia nada, e me dizem: <em>“Não! Você não tem amado ao seu Senhor sobre todas as coisas, e muitíssimo menos ao seu próximo como a você mesma. Você fez um deus e o acomodou à sua vida só nos momentos de necessidade! Você se prostrava diante Dele quando era pobre, quando sua família era humilde, quando queria se tornar uma profissional! Aí sim todos os dias você rezava, e se prostrava tempos inteiros, horas inteiras suplicando ao seu Senhor! Orando e pedindo para que Ele a tirasse dessa pobreza e permitisse que fosse uma profissional , que fosse alguém! Quando tinha necessidade, ou queria dinheiro, então rezava um Rosário ao Senhor. Essa era a relação que você tinha com o Senhor!.”</em></p>
<p>Eu via ao meu Senhor de verdade com tristeza. Comento que minha relação com Deus era de ‘caixa automático’. Rezava um Rosário e tinha que aparecer dinheiro, essa era minha relação com Ele. E me mostram, tão logo o Senhor me permitiu que tivesse uma profissão, que começo a ter um nome e começava a ganhar dinheiro, então o Senhor já me parecia “pequenininho”, e já comecei a ficar orgulhosa, nem sequer expressava uma mínima relação de amor com o Senhor. Ser agradecida? Jamais! Nem sequer abria os olhos dizendo&#8230; ‘Senhor, obrigada por este dia, obrigada por minha saúde, pela vida dos meus filhos, pela minha casa, coitadinhos dos que não tem casa, nem comida, Senhor!’ Nada. Era muito mal agradecida. E a voz seguia dizendo&#8230; <em>“Fora isso, você pos o Senhor num nível tão baixo, que acreditava mais em Mercúrio e Vênus para ter sorte, andava cegada pela astrologia, dizendo que os astros conduziam a sua vida. Começou a andar em todas as doutrinas que o mundo oferecia. Começou a acreditar que simplesmente você morria e voltava para recomeçar. Você se esqueceu da ‘Graça!’, que havia custado um preço de sangue ao seu Senhor.”</em></p>
<p>Me fazem um exame dos Dez Mandamentos. Mostram-me que eu dizia que adorava, que amava a Deus com minhas palavras, mas na verdade eu adorava a Satanás. Porque em meu consultório chegava uma senhora que fazia ‘mandingas’, e eu dizia&#8230; ‘Eu não acredito nisso, mas pode fazer, porque se não fizer bem, mal tampouco fará.’ E ela começava a fazer suas ‘mandingas’ para dar boa sorte. Ela havia posto num canto onde não se podia ver uma penca de aloés com uma ferradura para afastar as más energias.</p>
<p>Olhem tudo isso, que vergonhoso! Fazem uma análise da minha vida sobre os dez mandamentos, me mostram como atuei com o próximo, como dizia a Deus que o amava quando ainda não havia me afastado Dele, quando ainda não havia começado a andar no ateísmo eu dizia: <em>“Meu Deus, eu te amo!”</em> Mas com essa mesma língua que eu louvava o Senhor, com essa mesma língua eu falava mal de todo mundo, criticava, apontava com o dedo, sempre a ‘santa Gloria’, e me mostravam que eu dizia que amava a Deus, mas era uma invejosa, mal agradecida, jamais reconheci todo o esforço e o amor, a entrega de meus pais para me dar uma profissão, para me levantar. <em>“Tão rápido você alcançou uma profissão, mas até seus pais já não tinham importância, a ponto de chegar a se envergonhar de sua mãe, pela humildade e pela pobreza dela.”</em></p>
<p>E me mostram como esposa&#8230; Quem era? Passava todo o dia renegando, desde que me levantava. Meu esposo me dizia: <em>“Bom dia!”</em> E eu respondia: <em>“Que bom dia? Não vê que está chovendo?”</em> Eu o renegava o tempo todo. E com meus filhos? Mostram-me que nunca, jamais tive compaixão para com o próximo, por meus irmãos de fora. E o Senhor me dizia: <em>“Você nunca pensou: coitadinhos dos doentes, Senhor! Dá-me a graça de poder acompanhá-los em sua solidão. As crianças que não tem mãe, os órfãos, quantas crianças sofrendo, Senhor!”</em> &#8230;Meu coração era de pedra&#8230; no exame dos dez mandamentos não passei nem meio. Terrível! Espantoso! Vivia um verdadeiro caos. Como que eu não havia matado e assassinado tanta gente? Por exemplo, eu fiz muitas compras de supermercado para as pessoas que necessitavam, mas não dava por amor, dava pela imagem, porque como eu era muito rica eu queria ‘fazer bonito’ diante dos outros e assim eu manipulava as pessoas.</p>
<p>E então eu dizia: <em>“Toma, lhe dou essa compra, mas você me faz o favor e vá à reunião do colégio dos meus filhos, porque eu não tenho tempo de ir a essas reuniões.”</em> E assim eu dava coisas a todo mundo, mas eu os manipulava, além disso eu adorava que houvesse um montão de gente atrás me mim me dizendo que eu era bondosa, que eu era uma santa. Eu me criei uma imagem! E me dizem: <em>“É que você tinha um deus e esse deus era o dinheiro! Por ele você se condenou! Por ele você afundou no abismo e se afastou do Senhor.”</em> Nós havíamos tido muito dinheiro, mas estávamos quebrados, endividadíssimos, havia acabado nosso dinheiro, então, quando me dizem do ‘deus dinheiro’ eu gritei: <em>“Mas que dinheiro se deixei muitas dívidas lá na terra?”</em></p>
<h2>O SEGUNDO MANDAMENTO: Não tomar Seu Santo Nome em vão</h2>
<p>Quando me falaram, por exemplo, do segundo mandamento, via que eu, pequenina, infelizmente aprendi que para evitar os castigos da minha mãe que eram bastante severos, aprendi que as mentiras eram excelentes e comecei a caminhar com o pai da mentira (Satanás), e comecei a ficar mentirosa e à medida que meus pecados iam crescendo, as mentiras iam aumentando. Percebia que minha mãe respeitava muito o Senhor e para ela o nome do Senhor era santíssimo, então eu pensei e disse: <em>“Aqui tenho a arma perfeita.”</em> E comecei a jurar em vão, e lhe dizia:<em> “Mãe, eu juro por Deus!”</em> e assim evitava os castigos. Imaginem, quando mentia eu colocava o Santíssimo nome do Senhor nas minhas porcarias, na minha imundície, porque eu estava tão cheia de sujeira e de tanto pecado&#8230;</p>
<p>E vejam, irmãos, aprendi que as palavras não se perdem ao vento. Quando minha mãe ficava irredutível eu lhe dizia: <em>“Mãe, que me parta um raio se estou mentindo!”</em>, e a palavra vagou pelo tempo e vejam que por misericórdia de Deus eu estou aqui, porque na realidade o raio entrou em mim e me partiu praticamente ao meio e me queimou.</p>
<p>Mostravam-me como eu, que me dizia católica, era uma pessoa que não tinha palavra e sempre me antepunha ao Santo nome do Senhor.</p>
<p>Fiquei impressionada ao ver como o Senhor mostrava a todas as criaturas estas coisas espantosas e se prostravam ao chão, numa adoração impressionante. Vi a Santíssima Virgem prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, numa extrema adoração, e eu, pecadora, desde minha imundície, cara a cara com o Senhor. Como fui ‘tão boa’, renegando e maldizendo o Senhor&#8230;</p>
<h2>O TERCEIRO MANDAMENTO: Guardar os domingos e festas</h2>
<p>Sobre o santificar as festas, foi espantoso. Senti uma imensa dor. A voz me dizia que eu dedicava de quatro a cinco horas ao meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração. Começava a rezar o Rosário com tamanha velocidade e eu dizia: <em>“Nos comerciais da novela consigo terminar o Rosário”</em>.</p>
<p>Mostravam como nunca fui agradecida ao Senhor, e também me mostravam o que eu dizia quando me dava preguiça de ir à Missa: <em>“Mas mãe, se Deus está em todo lugar, que necessidade tenho de ir à Missa?”</em> Claro que era muito cômodo dizer isso; e a voz me repetia que eu tinha ao Senhor por vinte e quatro horas ao dia disponível para mim, e eu não rezava nem um pouquinho, nem agradecia no domingo. Dediquei-me a cuidar do meu corpo, me tornei escrava, e me esqueci de um detalhe, que tinha uma alma e que jamais cuidei dela, nunca a alimentei com a Palavra de Deus porque eu, muito comodamente, dizia que quem lia a Palavra de Deus ficava louco.</p>
<p>Quanto aos sacramentos, nada! Como que eu poderia me confessar com ‘esse velhos que eram piores que eu’? Para mim era muito cômodo não ir confessar, o maligno me tirou da confissão e assim foi como me afastou da cura e limpeza da minha alma, porque cada vez que eu cometia um pecado, não era grátis, Satanás punha dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de trevas. Jamais, só em minha primeira comunhão fiz uma boa confissão, daí por diante, nunca mais, e recebia o Senhor indignamente. Chegou a tal ponto a blasfêmia, a incoerência da minha vida, que cheguei a dizer: <em>“Que Santíssimo? Deus está vivo num pedaço de pão? Estes sacerdotes deveriam comê-lo com um pouco de doce de leite, quem sabe ficaria mais saboroso”</em>&#8230;até este ponto chegou a degradação da minha relação com Deus.</p>
<p>Jamais alimentei minha alma, e para completar, só sabia criticar os sacerdotes. Se tivessem visto como foi terrível isso, na minha família, desde muito pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo meu pai&#8230; diziam que são mulherengos e que têm mais dinheiro do que nós e repetíamos estas coisas. E nosso Senhor me dizia: <em>“Quem você pensava que era para se fazer passar por Deus e julgar meus ungidos?”</em>, me dizia: <em>“Eles são de carne, e é a comunidade que faz a santidade de um sacerdote, rezando, amando e apoiando quando um sacerdote cai em pecado.”</em> O Senhor me mostrava que cada vez que eu criticava um sacerdote, me tomavam uns demônios. Fora isso, quanto mal eu fiz quando acusei um sacerdote de homossexual e toda a comunidade se interou, não imaginam quanto dano causei.</p>
<h2>O QUARTO MANDAMENTO: Honrar pai e mãe</h2>
<p>Do quarto mandamento: honrar pai e mãe. O Senhor me mostrava como já lhes comentei, como fui mal agradecida com meus pais, como os amaldiçoava e os renegava porque não podiam me dar tudo o que minhas amigas tinham. Como fui uma filha que não valorizava o que tinha, cheguei a ponto de dizer que aquela não era a minha mãe, porque parecia muito pouco para mim.</p>
<p>Foi espantoso ver o resumo de uma mulher sem Deus e como uma mulher sem Deus destrói tudo o que lhe rodeia, e ainda por cima, o pior de tudo é que eu achava que era boa e santa! O Senhor também me mostrou como eu achava que me sairia bem neste mandamento, só pelo fato de haver pago as consultas médicas e os remédios dos meus pais quando ficaram doentes, também como eu analisava tudo através do dinheiro e como eu os manipulei quando tinha dinheiro. Até me aproveitei deles, o dinheiro me endeusou e eu os pisoteei. Sabem o que me doeu? Ver meu pai chorando com tristeza, apesar de tudo ele havia sido um bom pai, que me havia ensinado a ser trabalhadora, empreendedora, e que devia ser honesta, porque só aquele que trabalha pode progredir. Mas ele se esqueceu de um detalhe, que eu tinha uma alma e que ele era um evangelizador com seu testemunho e como toda a minha vida começou a afundar  por causa de tudo isso.</p>
<p>Via o meu pai com dor quando era mulherengo, ele era feliz dizendo à minha mãe e a todo mundo que ele era ‘muito macho’ porque tinha muitas mulheres e que podia com todas, e que ademais fumava e bebia. Estes vícios o faziam sentir-se orgulhoso, pois ele não pensava  que eram vícios, mas sim virtudes. Comecei a ver como minha mãe se cobria de lágrimas quando meu pai começava a falar das outras mulheres.  Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e começo a ver como o ressentimento leva à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa de ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo mundo. Fiquei rebelde e disse á minha mãe: <em>&#8220;Eu nunca serei como você, por isso nós mulheres não valemos nada, por culpa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho, que se deixam pisotear pelos homens.”</em> Quando já estava maior eu dizia ao meu pai: “<em>Preste atenção pai, jamais vou permitir que um homem me humilhe como você humilha a minha mãe, se um homem chegar a ser infiel comigo, eu me separo.”</em> Meu pai me bateu e me disse: <em>“Como se atreve?”</em> Meu pai era muito machista e eu lhe disse: <em>“Então me bata e me mate se eu chegar a me casar e tiver um marido infiel. Eu me separo, para que os homens entendam como sofre uma mulher quando um homem a pisoteia.”</em></p>
<p>Esse ressentimento e essa raiva tomaram conta de mim, e quando já tinha algum dinheiro, comecei a dizer à minha mãe: <em>“Sabe de uma coisa? Separe-se do meu pai. Eu gosto muito dele, mas é impossível que você agüente um homem assim, seja digna, você tem que se dar valor, mãe.”</em> Imaginem! Eu queria divorciar meus pais. Minha mãe me dizia: <em>“Não filha, não é que não me doa, sim me dói muito, mas eu me sacrifico porque vocês são sete filhos e eu sou só uma. Eu me sacrifico porque afinal seu pai é um bom pai, e eu seria incapaz de ir e deixá-los sem pai, ademais, se eu me separo, quem vai orar para que seu pai se salve? Sou eu quem pode orar para que seu pai encontre a salvação, porque a dor e o sofrimento que ele me ocasiona eu uno às dores da cruz, e todos os dias digo ao Senhor; ‘esta dor não é nada unida à tua cruz, me permita que meu esposo se salve, assim como meus filhos.&#8221;</em> Eu não entendia isso. E sabem do que mais? Me deu tanta raiva&#8230; e isso fez com que minha vida mudasse e fiquei muito rebelde e comecei a me empenhar para defender os direitos da mulher. Comecei a defender o aborto, a eutanásia, o divórcio e a defender a lei de Talião, aquela que diz ‘olho por olho, dente por dente’. Nunca fui infiel fisicamente, mas prejudiquei muita gente com meus conselhos.</p>
<h2>O QUINTO MANDAMENTO: Não matar</h2>
<p>Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrava que eu era uma assassina espantosa e que cometi o que é pior e mais abominável diante dos olhos de Deus, o aborto. O poder que me deu o dinheiro me serviu para financiar vários abortos, porque eu dizia: <em>“A mulher tem direito a escolher quando quer ficar grávida ou não.”</em> Olhei o Livro da Vida e me doeu tanto quando vi uma menina de catorze anos abortando. Eu a havia ensinado, porque sabem que quando uma pessoa está envenenada, nada fica bom e tudo o que está ao redor dela se envenena. Umas meninas, três sobrinhas minhas e a namorada do meu sobrinho abortaram. Deixavam-nas ir à minha casa porque eu tinha dinheiro. Eu as convidava, falava de moda, de glamour, de como exibir o corpo. Minha irmã as mandava aí. Olhem como eu as prostituí, prostituí menores, que foi outro pecado espantoso depois do aborto, porque eu lhes dizia: <em>“Não sejam bobinhas minhas filhas, suas mães lhes falam de virgindade e de castidade, mas estão fora de moda, elas falam de uma Bíblia que foi escrita há mais de dois mil anos, e os sacerdotes não quiseram se modernizar, elas falam o que dizia o Papa, mas esse Papa está fora de moda.”</em></p>
<p>Imaginem meu veneno e eu ensinei a estas meninas que tinham que aproveitar, desfrutar do corpo, mas que tinham que se prevenir. Ensinei-lhes os métodos de planificação. “Mulher perfeita”, e essa menina de catorze anos, namorada do meu sobrinho chega um dia ao meu consultório chorando (eu vi no Livro da Vida) e me diz: <em>“Gloria! Ainda sou criança e estou grávida!”</em>, e eu lhe disse: <em>“Tonta! Eu não lhe ensinei a se prevenir?”</em> E então ela me disse:<em> “Sim, mas não funcionou”</em>. Então olhei, e o Senhor me colocava essa menina diante de mim para que não se afundasse no abismo, para que não fosse abortar, porque o aborto é uma corrente que pesa tanto, que arrasta e pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de haver sido um assassino. E o que foi pior para essa menina, foi que em vez de falar-lhe do Senhor, lhe dei dinheiro para que fosse abortar num lugar muito bom para que não a prejudicassem. Assim como este aborto financiei vários outros. Cada vez que o sangue de um bebê se derrama, é como um holocausto a Satanás, é um holocausto, ao Senhor lhe dói muito e se estremece cada vez que se mata um bebê, porque no Livro da Vida, vi como nossa alma se apodera de nosso corpo tão somente quando se tocam o óvulo e o espermatozóide, surgindo como uma faísca linda de luz colhida do Sol de Deus Pai. O ventre de uma mãe, tão somente é fecundado e já se ilumina com o brilho dessa alma e quando se aborta, essa alma grita e geme de dor, ainda que não tenha olhos, nem um corpo formado, se escuta este grito quando lhe estão assassinando e o Céu se estremece e no inferno se escuta outro grito, mas de júbilo, e imediatamente do inferno, se abrem uns tipos de selos de onde saem umas larvas para seguir assediando a humanidade, e seguir fazendo-a escrava da carne e de todas estas coisas que existem e que estarão cada dia pior. Quantos bebês são mortos por dia? Isso é um triunfo para Satanás. Esse preço de sangue forma mais um demônio, então me lavam neste sangue e minha alma branca começou a ficar absolutamente escura.</p>
<p>Depois dos abortos, perdi a convicção do pecado, para mim estava tudo bem. Foi triste ver como que neste compromisso com o maligno, pude ver todos os bebês que eu havia matado também, e sabem por que? Eu planificava com o uso do DIU (T de cobre) e foi doloroso ver quantos bebês haviam sido fecundados, e se haviam brilhado essas faíscas do Sol de Deus Pai, mas estes bebês, gritando, se desgarraram das mãos de Deus Pai. Era a razão que explicava meu constante mau humor, caras feias, vivia frustrada com todos e com muita depressão. Claro! Eu havia me tornado uma máquina de matar bebês. E isso me afundou mais no abismo&#8230; e pensava: <em>“Como que não havia matado?”</em> E o que dizer de cada pessoa que eu odiava, que eu detestava? Continuava sendo uma assassina, porque não é só com um disparo que se mata uma pessoa, basta odiá-la, fazer-lhe o mal, ter inveja dela, como isso já se pode matá-la.</p>
<h2>O SEXTO MANDAMENTO: Não pecar contra a castidade</h2>
<p>Quanto ao sexto mandamento, de não pecar contra a castidade, eu disse: <em>“Aqui não vão me falar de nenhum amante, porque por toda a vida só tive um homem que é meu esposo”</em>. Quando me mostram que cada vez que eu estava com meus seios a mostra e meu corpo com minhas roupas insinuantes, estava incitando os homens a que me olhassem e tivessem maus pensamentos, e eu os fazia pecar e assim foi como entrei no adultério. Eu aconselhava as mulheres a serem infiéis com seus esposos e lhes dizia: “<em>Não sejam bobas, divorciem-se, não os perdoem.”</em> Já com isso estava cometendo um abominável adultério. E me dei conta que os pecados da carne são espantosos e são condenatórios, mas o mundo nos incita a atuarmos como animais. Infelizmente me soltei da mão do Senhor, porque os pecados estão nos pensamentos, na alma e na ação de cada pessoa. Foi tão doloroso ver todo esse pecado, por exemplo, esse pecado do adultério do meu pai, que causou dano e desgarrou seus filhos. A mim me causou ressentimento contra os homens, e meus irmãos se transformaram em três fiéis fotocópias do meu pai, felizes por serem ‘muito machos’, mulherengos e alcoólatras&#8230; Eles não percebiam como prejudicavam  seus filhos. Por isso meu pai chorava, com tanta dor, vendo como seu pecado havia sido herdado por eles, por mim, prejudicando assim toda a obra de Deus.</p>
<h2>O SÉTIMO MANDAMENTO: Não furtar</h2>
<p>O sétimo mandamento, o de não roubar, eu me considerava honesta, e o Senhor me mostrava como desperdiçávamos comida em minha casa. O mundo padecia de tanta fome, e Ele me dizia: <em>“Eu tinha fome, e veja o que você fazia com o que eu te dava, desperdiçava tudo, eu tinha frio e olhe o que você fazia, escravizada pela moda, vivendo de aparências, gastando muito dinheiro em injeções para estar mais magra, escravizada pelo corpo. Em poucas palavras, você fez do seu corpo um deus.”</em> O Senhor me mostrava que eu era culpada pela miséria do meu país e que sim, eu tinha a ver com isso. Também me mostrava que cada vez que eu falava mal de alguém, eu lhe roubava a honra e era difícil devolvê-la. Que era mais fácil reparar o roubo de um dinheiro, porque poderia devolver o valor roubado, do que restaurar o bom nome de uma pessoa. Eu me arrependia por não ter sido  uma mãe carinhosa com meus filhos, por não haver ficado mais com eles em casa, por tê-los deixado tanto com a ‘mamãe televisão’, ‘o papai computador’, ou com os videogames e para acalmar minha consciência, lhes comprava roupas de marca. Mas me horrorizou ver minha mãe que se questionava, - e minha mãe foi uma santa mãe, que nos corrigia e nos amava, assim como meu pai -, e pude ver quando ela disse: <em>“O que será de mim que nunca consegui dar nada para os meus filhos?”</em> Que espanto, que dor tão grande&#8230;</p>
<p>Senti muita vergonha, porque no Livro da Vida a pessoa vê tudo como num filme, e meus filhos diziam: <em>“Tomara que a mamãe demore, que tenham muito trânsito, porque ela é muito chata e só vive reclamando.”</em> Que tristeza um menino de três anos e uma menina um pouco maior dizendo estas coisas&#8230; eu lhes roubei a sua mãe, lhes roubei a paz que eu daria à minha casa e não lhes deixei conhecer a Deus através de mim, e não lhes ensinei a amar o próximo. Se eu não amo ao meu próximo, eu não tenho nada a ver com o Senhor, se não tenho misericórdia, não tenho laços com o Senhor. Porque Deus é Amor&#8230;</p>
<h2>O OITAVO MANDAMENTO: Não levantar falso testemunho</h2>
<p>Vou lhes falar sobre levantar falsos testemunhos. Eu sabia mentir muito bem e Satanás se tornou meu pai. Se Deus é Amor e eu odeio, então, quem é meu pai? Não era difícil de adivinhar e se Deus me fala do perdão e de amar meus inimigos eu dizia, <em>“quem me prejudica, me paga!”</em> Então, quem era meu pai? Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, quem era meu pai? Não há mentira rosa, nem amarela, nem verde, todas as mentiras são mentiras, e Satanás é o pai de todas elas.  Tão terríveis foram os pecados da minha língua. Eu vi quanto dano causei com a minha língua. Eu fofocava, quando falava mal dos outros, causava complexos de inferioridade às pessoas gordinhas pondo-lhes apelidos pejorativos. Uma palavra mal dirigida sempre termina numa ação e causa dano.</p>
<p>Quando me fazem o exame dos dez mandamentos, pude ver a cobiça que tomava conta de mim. Eu pensava que seria feliz tendo muito dinheiro e passei a ter uma obsessão por ficar rica. Que tristeza. Quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha alma, a ponto de querer me suicidar. Tinha tanto dinheiro e me sentia sozinha, vazia, amargurada e frustrada. A cobiça de desejar ter muito dinheiro foi o caminho que me levou pela mão e me extraviei, me soltei da mão do Senhor.</p>
<h2>O LIVRO DA VIDA</h2>
<p>Depois desse exame dos dez mandamentos, me mostram o Livro da Vida, lindo, eu queria ter palavras para descrever “O Livro da Vida”. Começou desde a concepção, assim que se uniram o par de células dos meus pais. De imediato houve um ‘zas’, uma faísca, uma linda explosão e se formou minha alma, colhida da mão de Deus Pai, encontrei um Deus Pai tão lindo, que me cuidava 24 horas por dia e o que eu via como um castigo, nada mais era que Amor, porque Ele consegue ver minha alma e percebia como eu ia me afastando da Salvação.</p>
<p>Para terminar, vou lhes dar um exemplo de como é maravilhoso o “Livro da Vida”. Eu era muito hipócrita e eu dizia a alguém: <em>“Nossa! Como você está linda, que vestido lindo!”</em> Mas por dentro, em meus pensamentos eu dizia: <em>“Que mulher mais asquerosa, e ainda se acha uma rainha!”</em> Nesse livro se podia ver exatamente como eu pensava, se podia ver o interior de minha alma. Todas as minhas mentiras ficaram à vista, vivas, todo mundo se deu conta. Quantas vezes eu menti para minha mãe porque ela não me deixava sair a lugar nenhum, então dizia que tinha que fazer um trabalho em grupo na biblioteca, mas saía para ver algum filme pornográfico ou ia a algum bar tomar cerveja com minhas amigas. E lá estava minha mãe, vendo minha vida, nada escapou.</p>
<p>Meus pais me davam banana para levar de lanche na escola. Meus pais eram pobres e só podiam me dar banana, leite e algum petisco para colocar na lancheira. Eu comia a banana e jogava a casca pelo caminho. Nunca tive a consciência de que alguém poderia se ferir ou escorregar na casca de banana que eu costumava jogar no chão, e o Senhor me mostrou as pessoas que poderiam ter se matado por causa dessas quedas causadas por minha imprudência e falta de misericórdia. Também pude ver como só uma vez fiz uma boa confissão, bem feita. Foi quando uma senhora me deu 4.500 pesos a mais de troco num supermercado em Bogotá. E meu pai nos havia ensinado a sermos honestos e nunca tocar em nenhum centavo de ninguém. Então me dei conta quando já estava no carro. Estava a caminho do meu consultório e pensei&#8230; <em>“Ai, essa velha distraída, essa tonta me deu 4.500 pesos a mais e agora tenho que voltar para devolver”</em> e logo vi um engarrafamento gigante e disse: <em>“Quer saber? Não vou devolver nada, quem mandou ela ser tão distraída?”</em> Mas fiquei com a dor de ter feito isso, porque me pai me ensinou a ser honesta, então me confessei no domingo e disse: <em>“Padre, eu roubei 4.500 pesos porque não os devolvi a uma senhora que se equivocou no troco.”</em> Nem prestei atenção no que o padre me disse. O maligno não pode me acusar de ladra, mas sabem o que me disse o Senhor? Ele me disse: <em>“Essa falta de caridade sua, quando não devolveu o dinheiro para aquela senhora não reparando o pecado cometido, 4.500 pesos para você não eram nada, mas para aquela mulher que ganhava um salário mínimo, significava a alimentação de três dias.”</em> O mais triste foi quando me mostrou como sofreu, agüentando a fome um par de dias. Por minha culpa, passou fome com seus dois filhos pequenos, porque assim me mostra o Senhor, me mostra quando eu faço algo, quem sofreu, quem atua e como atua.</p>
<h2>DE MÃOS VAZIAS&#8230;</h2>
<p>O Senhor me perguntou: <em>“Que tesouros espirituais você me trouxe?”</em> Minhas mãos iam vazias, não levava nada, minhas mãos iam absolutamente desocupadas. Foi então que me disse: <em>“De que te servem os dois apartamentos que você tinha, as casas e consultórios? Você não se considerava uma profissional de muitíssimo êxito? Acaso pode trazer o pó de um tijolo até aqui? O que fez com os talentos que Eu te dei?”</em> Talentos? Eu tinha uma missão. A missão de defender o reino de Amor. O reino de Deus. Eu me havia esquecido que tinha uma alma, e muito menos que tinha talentos, muito menos que o bem que deixei de fazer doeu muito ao Senhor. Sabem o que sempre me perguntava o Senhor? Sempre me perguntava sobre o Amor. Citava a falta de caridade pelo próximo. Ele me dizia que eu estava morta espiritualmente. Estava viva, porém morta. Se pudessem ver o que é a ‘morte espiritual’, como é uma alma que odeia&#8230; Como é uma alma espantosamente terrível de amargurada e fastidiosa,  que faz mal a todo mundo&#8230; Quando uma pessoa está cheia de pecados, por fora tudo parece ser bonito e cheirar bem, com boas roupas, mas minha alma cheirava muito mal e vivia nos abismos. Isso justifica tanta depressão e amargura. Então o Senhor me disse: <em>“É que sua morte espiritual começou quando você deixou de sentir dor pelos seus irmãos. Quando você via o sofrimento dos seus irmãos, era um alerta. Quando  via nos meios de comunicação, dizendo que os mataram, que os seqüestraram, que os desalojaram, você dizia ‘da boca para fora’: ‘Coitadinhos! Que pecado!’ Mas isso não te doía por dentro. Você não sentia nada no coração, era uma pedra, o pecado te petrificou&#8221;.</em></p>
<h2>O SENHOR ME BUSCOU ATÉ O ÚLTIMO INSTANTE</h2>
<p>Quando se fecha o meu Livro, imaginem como era grande a minha tristeza. Quanta dor! Fora isso, por ter me comportado assim com Deus Pai, porque apesar de todos os meus pecados, apesar de toda a minha imundície e de toda a minha indiferença e de todos os sentimentos horríveis, o Senhor, sempre, até o último instante me buscou, sempre me enviava instrumentos, pessoas, me falava, me gritava, me tirava coisas para me buscar, ele me buscou até o último instante. Eu costumava dizer: <em>“O Senhor me condenou”</em>. Claro que não! No meu livre arbítrio eu escolhi quem seria o meu pai, e não foi Deus Pai. Escolhi Satanás, esse foi o meu pai, e quando esse Livro se fechou, vi em minha mente que estava de ponta-cabeça, porque começava a cair naquele buraco e depois deste oco ia se abrir uma porta. Então começo a ir, e começo a gritar a todos os santos, para que me salvassem. Vocês não têm idéia da quantidade de santos que eu vi, eu não tinha idéia de que havia tantos santos, eu era tão má católica. Pensava que dava na mesma que me salvasse São Isidro ou São Francisco de Assis, e quando acabaram todos os santos, veio o silêncio. Sentia um vazio, uma dor tão grande. E eu pensava: <em>“Todos estão lá na terra dizendo: ‘como era santa!’”</em>, esperando que eu morresse para me pedir um milagre. E olhem para onde vou! Levanto os olhos e vejo os olhos de minha mãe. Com muita dor eu lhe grito: <em>“Mãezinha! Que vergonha! Me condenei, mãe, aonde vou? Nunca mais vou te ver&#8230;”</em> E nesse momento lhe concederam a ela uma graça muito grande. Estava imóvel e lhe permitem mover seus dois dedos para cima e ela dá um sinal e saltam dos meus dois olhos duas crostas espantosamente dolorosas, era minha cegueira espiritual. Então, vejo um momento lindo, quando uma paciente me havia dito: <em>“Olhe doutora, a senhora é muito materialista e um dia vai precisar Dele. Quando estiver em ambiente de perigo, qualquer que seja, peça a Jesus Cristo que a cubra com o Seu sangue, Ele nunca irá abandoná-la, porque Ele pagou um preço se sangue pela senhora.”</em> E com essa vergonha tão grande e essa dor, comecei a gritar: <em>“Jesus Cristo! Senhor, tenha compaixão de mim! Perdoe-me! Por favor, me dê uma segunda oportunidade!”</em> E este foi o momento mais belo, não tenho palavras para descrever este momento. Ele baixa e me tira daquele oco. Quando Ele me recolhe, todas estas coisas caíram ao chão. Ele me levanta e me leva a uma parte plana, e me diz com todo esse Amor: <em>“Vamos voltar, você vai ter uma segunda oportunidade”</em> (&#8230;), e me diz que não é pela oração da minha família. Porque <em>“é normal que eles orem e clamem por você, mas foi pela intercessão de todas as pessoas alheias ao seu sangue, que não te conhecem e choraram, oraram e elevaram seu coração com muitíssimo amor por você.”</em> E começo a ver como se acendem uma porção de luzinhas que são como chaminhas brancas cheias de amor. Eu vejo as pessoas que estão rezando por mim! Mas havia uma chama grande, era a luz que mais brilhava. A que mais amor dava. Eu olhava quem era essa pessoa que me amava tanto.  E o Senhor me diz: <em>“Essa pessoa que você vê ali, é uma pessoa que te ama tanto, tanto, e nem sequer te conhece.”</em> E me mostrava que essa pessoa havia visto a folha de jornal do dia anterior. Era um camponês de um povoado, bem pobre, que vivia ao pé da Serra Nevada de Santa Marta. O pobre homem comprou uma panela e a embrulharam numa folha do jornal “Espectador” do dia anterior. Minha fotografia onde eu aparecia toda queimada estava aí, ilustrando a matéria que falava sobre o acidente. Quando este homem viu a notícia, se pôs a chorar com um amor tão grande, e disse: <em>“Pai, Senhor, tem compaixão desta minha irmãzinha. Senhor, salve-a! Se o Senhor salvá-la, prometo que irei ao ‘Santuário de Buga’ e cumpro a promessa, mas salve-a!”</em> Imaginem um homem pobrezinho, não estava revoltado nem amaldiçoando porque passava fome, com essa capacidade de amor para se oferecer a atravessar todo o país por alguém que não conhecia. E o Senhor me disse: <em>“Isso é Amor ao Próximo”</em> (&#8230;) e logo me disse: <strong><em>“Você vai voltar, mas não vai contar o que viu 1000 vezes, mas sim 1000 vezes 1000. E ai daqueles que ouvindo, não decidam mudar de vida. Porque eles serão julgados com mais severidade. Assim como você será em seu segundo regresso. Que prestem atenção os ungidos, que são seus sacerdotes, ou qualquer um deles, porque não há pior surdo que aquele que não quer ouvir, nem pior cego que aquele que não quer ver.”</em></strong></p>
<p>E isto, meus queridos irmãos, não é uma ameaça, O Senhor não necessita nos ameaçar, esta é a segunda oportunidade que vocês têm, e graças a Deus que vivi o que vivi! Porque quando lhes abram o Livro da Vida a cada um de vocês, quando cada um de vocês morra, vamos ver este momento, de igual maneira, e vamos nos ver tal como estamos, vamos ver nossos pensamentos e nossos sentimentos na presença de Deus, e o mais bonito é que cada pessoa verá o Senhor em frente de cada um de nós, outra vez perguntando o que lhe temos a oferecer.</p>
<p><em>Que o Senhor abençoe a todos grandemente.<br />
Glória a Deus! Glória a Nosso Senhor Jesus Cristo!</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Extraído de uma das entrevistas feitas à Dra. Gloria Polo na Rádio Maria (Colômbia).<br />
Fonte: gloriapolo.com</em></p>
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		<title>Encontro com Vassula</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 18:32:27 +0000</pubDate>
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Em vários encontros casuais, muitas foram as pessoas que me falaram de Vassula Ryden, mística ortodoxa que vive na Suiça, casada, mãe de dois filhos. O contato que com ela haviam tido e a leitura das suas mensagens tinham modificado por completo a sua vida. E estes frutos acabaram por me impressionar também a mim.
Falei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/vassula.jpg" alt="Vassula Ryden" /></p>
<p>Em vários encontros casuais, muitas foram as pessoas que me falaram de Vassula Ryden, mística ortodoxa que vive na Suiça, casada, mãe de dois filhos. O contato que com ela haviam tido e a leitura das suas mensagens tinham modificado por completo a sua vida. E estes frutos acabaram por me impressionar também a mim.</p>
<p>Falei deste assunto com Patrick de Laubier, que reside na Suiça, em Genebra. Foi vê-la. Pensou numa semana de retiro para ler os seus escritos e, pouco a pouco, verdadeiramente convencido, trouxe-me a Evry, no dia 26 de agosto de 1989. Interroguei-a longamente e ela respondeu-me de uma forma moderada, coerente e satisfatória.</p>
<p><span id="more-291"></span><br />
<h2>1. A ESTREITA VIA DO DISCERNIMENTO</h2>
<p>Não tenho suficientes virtudes para fazer juízo sobre as suas comunicações. Procurei apenas fazer perguntas justas e registrar honestamente as respostas, sobre as quais cada um poderá fazer o seu juízo.</p>
<p>Fiz esta investigação, depois de muitas outras, estando verdadeiramente maravilhado e mesmo estupefacto com toda esta multiplicação de aparições, comunicações e carismas extraordinários. Há sete anos, não conhecia eu nenhum vidente, no momento das suas visões; hoje, conheço uma dúzia <em>(Vassula não o é)</em>. Com autêntica perspicácia, eu próprio me interrogo:<em> &#8220;Que significará esta multiplicação de acontecimentos deste gênero: iluminismo ou efusão de Graça?&#8221;</em>. A inteligência eclesiástica é inclinada a pensar que a resposta crítica, isto é, negativa, será sempre a melhor. Mas o discernimento não poderá fundar-se senão nos fatos e o certo é que, neste ponto, tantas vezes os fatos nos surpreendem de um modo positivo.</p>
<p>Evitemos as duas ciladas que ameaçam o discernimento, neste asunto: por um lado, a falta de correspondência à Graça que negue o Espírito; e por outro, um iluminismo que o contradiga e dele faça uma caricatura.</p>
<p>Evitemos o mesquinho secularismo e o excessivo pietismo, que descarrilam em sentido contrário. O importante <em>(muitas vezes ignorado)</em> é o discernimento. Tal deveria ser, por norma, o pão quotidiano de todos os videntes e de todos aqueles que se sentem chamados a partilhar a sua graça.</p>
<h2>2. QUEM É VASSULA?</h2>
<p>Vassula Ryden, que eu mesmo tenho aqui diante de mim, nasceu no Egito, de pais gregos, no dia 18 de janeiro de 1942. Casou em 1966 com um estudante que se tornou em 1968, funcionário da F.A.O.. A partir desse momento, a própria carreira de seu marido levou-a a viver de um país para outro: 16 anos em África <em>(Serra Leão, Etiópia, Sudão, Moçambique, Lesotho)</em>; seguidamente, durante alguns anos em Bangladesh, na Ásia <em>(março de 1984)</em>. Uma nova missão de seu marido conduziu-a providencialmente para a Suiça <em>(agosto de 1987)</em>, numa posição privilegiada para difundir a sua mensagem.</p>
<p>O seu tipo loiro nórdico, fá-la-ia pensar sueca, aliás como seu marido. Seu pai, embora grego, era loiro. Os seus pais ambos gregos&#8230; apesar de residirem no Egito já a duas gerações.  De todo o seu ser exala um equilíbrio harmonioso que deriva de uma profunda paz. O comportamento discreto, sem timidez; o perfeito equilíbrio é acompanhado por uma grande convicção interior.</p>
<p>Recebe suas mensagens em inglês, língua de que tem maior domínio, mas fala também o grego, o francês e o sueco, etc.. Durante muito tempo foi uma senhora inteiramente entregue a esferas mundanas: manequim, na capital de Bangladesh; inspirada pintora; rodeada de relações humanas e de sucesso, que agora são, para ela, coisas ultrapassadas. Manteve um porte elegante, que ainda hoje se nota, embora na sua perfeita modéstia. Durante 30 anos <em>(1955-1985)</em> jamais tinha posto os pés na igreja, salvo em compromissos de tipo mundano - casamentos ou funerais.</p>
<p>Todavia, na sua infância, teve dois sonhos que muito a impressionaram:</p>
<p>Aos dez anos, durante o sono, uma chamada de Cristo que, com uma força irresistível, a atraía para Sí.</p>
<p>No ano seguinte, aos onze anos, viu, em sonho, o seu matrimônio espiritual com jesus. nossa Senhora esperava-a, de braços a bertos e tinha-lhe preparado o vestido e o toucado desse casamento. De tal modo ficou impressionada com esse sonho, que falou dele a sua mãe; contudo, a sua vida não se transformou, com tais sonhos.<br />
Hoje, este sonho já esquecido tornou-se vivo e pertinente, a jeito de promessa realizada. Maria Madalena estava presente nas suas núpcias espirituais, assim o lembra Vassula. Mas não era masi que um sonho, esquecido com o andar dos tempos. E assim se havia afastado da prática religiosa, na corrente que desviou do bom caminho tanto católicos do nosso tempo, a seguir ao Concílio. Vassula, desde a sua infância, não tinha entado na igreja mais de uma dezena de vezes.</p>
<p>O teor modesto do seu vestuário, os cabelos loiros a emoldurar-lhe o rosto, como em certos quadros clássicos de Cristo, são um sinal positivo. A sua própria casa é de uma ordem perfeita, como eu mesmo o tenho podido verificar em casas de outros videntes, que unem a oração ao sentido prático, o amor de Deus ao afeto pelos seus entes queridos. Todos quantos tem visitado a sua casa, desde então, confirmam-no à sociedade.</p>
<p><em>- Mas seu marido, com tem considerado a sua nova vida de oração?</em><br />
<strong>- Aceita-a, mas não participa. O meu filho mais novo, pelo contrário, participa.</strong> <em>(Vassula tem dois rapazes, Jan e Fabiano, 18 e 13 anos).</em> <strong>O último ajuda-me e defende-me, em caso de dificuldades.</strong><br />
<em>- Ao chegar em Bangladesh, não tinha comunicações espirituais, não era praticante?</em><br />
<strong>- Nem sequer ia à Missa de Natal.</strong></p>
<h2>3. O ANJO PURIFICADOR</h2>
<p><em>- E quando começaram essas comunicações de Cristo?</em><br />
<strong>- No decurso da última semana de novembro de 1985; mas não era ainda Cristo.</strong></p>
<p><em>- Que sucedeu, então, nesse dia?</em><br />
<strong>- Senti no meu corpo, como que uma vibração sobrenatural que me saía das maãos. escrevia uma lista de compras, mas a minha mão tremia e o lápis era o mais forte. Comecei a escrever mensagens espirituais. Era o meu Anjo da guarda.</strong><br />
<em>- E como conseguiu saber que era o seu Anjo da Guarda?</em><br />
<strong>- Porque ele mesmo escreveu (com a minha mão):</strong> <em>&#8220;Eu sou teu Anjo da Guarda&#8221;.</em> <strong>Chama-se Daniel e fez-me fazer um desenho que o representa.</strong><br />
<em>- Mas então, quando a senhora escreve, agem os seus próprios músculos!</em><br />
<strong>- Sim; mas, se resisto, essa força não pára. E acontece o mesmo com jesus. Uma vez, comecei a duvidar, dizendo comigo mesma: &#8220;Não é possível que me aconteça, estas coisas&#8221;. Queria deixar o lápis; mas Jesus, como para me encorajar, tomou mais completamente posse do lápis. E escrevia mais rápido como para dizer-me que não duvidasse.</strong><br />
<em>- Mas, por enquanto, estamos ainda no Anjo&#8230;</em><br />
<strong>- O Anjo preparava-me. Era como que uma purificação. Mostrou-me os meus pecados, como se podem ver no Purgatório. Os pecados mais pequenos, que antes me pareciam um nada, via-os agora com outros olhos: imensos; e tudo isso, de tal modo me fazia mal, que me odiava a mim mesma. Como tinha eu podido proceder desse modo? Foi uma grande purificação.</strong></p>
<h2>4. SOB O DITADO DE JESUS</h2>
<p><em>- E por quanto tempo durou essa purificação? Dois anos?</em><br />
<strong>- Não: com o Anjo, apenas três meses.</strong><br />
<em>- E, no fim desses três meses, quem se revelou? Nossa Senhora? Cristo?</em><br />
<strong>- Veio Jesus e fez-me esta pergunta: <em>&#8220;Qual casa é mais importante: a tua ou a Minha?&#8221;</em></strong><br />
<em>- E via-O, nesse momento?</em><br />
<strong>- Sim, perfeitamente. Posso descrevê-Lo. Disse-Lhe mesmo: &#8220;Tendes muitas vezes um ar triste&#8221;. E Ele respondeu-me: <em>&#8220;Não, não estou triste, quando Me encontro com almas humildes, com aqueles que se imolam, com aqueles que Me amam&#8221;.</em></strong><br />
<em>- Mas parecia sempre triste?</em><br />
<strong>- Faz covinhas, quando sorri.</strong><br />
<em>- Há um ponto nestas mensagens, que representam um problema: Crsito disse-lhe muitas vezes que Ele sofria. Mas, agora que está ressuscitado, ainda sofre?</em><br />
<strong>- O meu diretor espiritual pôs-me esta objecção:</strong> <em>&#8220;Como pode Jesus sofrer, uma vez que está glorificado?&#8221;</em> <strong>E Jesus respondeu: <em>&#8220;Eu sofro porque estou unido a vós e sinto sofrimento, quando vos tornais rebeldes Comigo&#8221;.</em></strong><br />
<em>- As comunicações de Cristo começaram três meses depois das do Anjo, portanto, em fevereiro de 1986. Como aconteceram?</em><br />
<strong>- Até esse momento, eu tinha um certo acanhamento com Cristo; mas no dia em que Ele mesmo tomou o lugar do Anjo, sem que eu o soubesse, disse-me, no final da mensagem: <em>&#8220;É assim mesmo que tu deves ser: íntima Comigo&#8221;</em>. E Ele insiste nesta intimidade.</strong><br />
<em>- Procure precisar, mais concretamente.</em></p>
<h2>5. TRANSCENDENTE E FAMILIAR</h2>
<p><strong>- No princípio destas comunicações, em Bangladesh, um dia, enquanto Jesus me ditava, inesperadamente pensei: o forno está aceso! E exclamei: &#8220;Ah!&#8221; <em>- &#8220;Que é?&#8221;</em>, pergunta-me Jesus. &#8220;Creio que queimei qualquer coisa no forno!&#8221;<em> - &#8220;Então, corramos&#8221;.</em> Mas, ao mesmo tempo, Ele manifesta a Sua santidade. Intimidade e santidade.</strong><br />
<em>- E que quer dizer, para si, santidade?</em><br />
<strong>- Adorar a Deus.</strong><br />
<em>- Sim, a santidade no sentido bíblico é a Transcendência. Durante esses ditados, a senhora está em êxtase? Sente-se verdadeiramente separada do mundo exterior, como os videntes de Medjugorje? Não me parece.</em><br />
<strong>- Não: vejo aquilo que me rodeia, mas estou absorvida por Jesus e pela Sua mensagem. É um pouco como quando o senhor escreve à secretária e não pensa em nada daquilo que o rodeia, mas que, apesar disso, está bem presente ao seu olhar.</strong><br />
<em>- Mas a senhora está muito condicionada! Nos videntes de Medjugorje, as aparições estimulam sobretudo a liberdade.</em><br />
<strong>- Ele pediu-Me que não desse um passo sequer sem Lho pedir.</strong><br />
<em>- Mas, então, fica transformada numa espécie de robô? Não é sequer a sua caligrafia, é a de um outro. E, muito embora seja a sua mão, um grafólogo não se atraveria a afirmar que se trate da mesma pessoa.</em><br />
<strong>- Sim; no entanto, Jesus disse-me e mostrou-me claramente que esta caligrafia não é uma caligrafia automática, como algumas pessoas supõem. Um dia, Ele disse-me:<em> &#8220;Hoje escreverás a Minha mensagem com a tua própria caligrafia, a fim de que aqueles que ainda não compreenderam bem a Graça que te dou, possam conhecer que te dou também a Graça de ouvir a Minha voz. Hoje, deixa-Me só ditar. Escuta-Me e escreve&#8221;.</em></strong></p>
<p>E, neste momento, Vassula mostra-me o seu caderno, no qual a caligrafia muda, na mensagem seguinte: a sua pequena e conhecida caligrafia começa: <em>&#8220;Vassula, os dias já estão contados&#8221;.</em></p>
<p>E esta mensagem de duas páginas termina com estas palavras <em>(sempre com a caligrafia pessoal de Vassula)</em>:<br />
<strong>- <em>&#8220;Isto, para aqueles que pensam que a tua mão seja empurrada por Mim, sem que tu ouças e compreendas aquilo que Eu, Senhor, te inspiro. Agora, continuemos a escrever do modo que mais Me agrada, Minha Vassula&#8221;.</em></strong><br />
E, justamente aqui, reaparece a caligrafia maior.<br />
<strong><em>- &#8220;Recebe a Minha Paz, está atenta&#8221;.</em></strong><br />
Não, Vassula não está sob uma dependência mecânica nem robótica. É inspirada e não manipulada; e exprimi-se com perfeita expspontaneidade. É livre, calma e feliz. É mais uma receptividade que uma dependência. Nenhuma imposição, mas um acolhimento de amor. Peço-lhe esclarecimento:<br />
<em>- Mas, nestas mensagens, é a sua mão que se move ou são ditados ao ouvido?</em><br />
<strong>- São ditados ao ouvido!</strong><br />
<em>- Mas a senhora disse que a sua mão é, de certo modo, empurrada.</em><br />
<strong>- Sim, é simultâneo. A princípio, Ele guiava a minha mão sem ditar. Um dia disse-me: <em>&#8220;Agradar-Me-ia que aprendesses a ouvir a Minha voz: a voz interior&#8221;.</em> E, em seis semanas, aprendi a ouvir a Sua voz. É um ditado, palavra por palavra; e, às vezes, há mesmo palavras que eu não compreendo. Tenho, depois, que procurá-las no dicionário.</strong><br />
<em>- Há também dificuldades compalavras inglesas?</em><br />
<strong>- Sim. Há algumas palavras que eu não conheço. Ás vezes Jesus dita-me o parágrafo completo e tenho de apressar-me a escrevê-lo, antes que o esqueça. Mas se acaso me esqueço de alguma coisa, Ele recorda-me a palavra que tinha saltado. Um dia, convidou-me a confessar-me; eu era contrária à confissão. Desejava, então, fazer desaparecer a frase iniciada, mas Ele bloqueou-me a mão. Era como se o lápis tivesse entrado num buraco. Então, empurrei-o com a outra mão que sentia mais livre e o lápis deu uma volta nas mãos, saltou fora e a mão voltou-se para trás.</strong></p>
<p>A diferença da caligrafia é evidente. Quando Vassula escreve sob ditado, a caligrafia é grande, com letras muito altas. Quando escreve de sua própria iniciativa, para comentar ou precisar, a caligrafia é pequena e conhecida. Por outro lado, Vassula escreve duas vezes: uma primeira vez, muito à pressa; depois, volta a copiar, de uma forma um tanto mais cuidada, eliminando as partes pessoais e privadas. <strong>Quando volto a copiar, Ele corrige-me</strong>, precisa Vassula.</p>
<p><em>- Mas, por entre as palavras, a senhora, às vezes, desenha corações, muitos corações.</em><br />
<strong>- Querem significar o Sagrado Coração.</strong><br />
<em>- E também isto é mandado às suas mãos?</em><br />
<strong>- Sim, obedeço. Algumas vezes é um peixe</strong> <em>(símbolo de Cristo)</em>.<br />
<em>- A senhora, agora mesmo disse: Ele é transcedente e próximo, adorável e íntimo. Como concilia esta familiaridade com a adoração?</em><br />
<strong>- Antes escrevia sentada. Agora escrevo de joelhos, diante de uma mesinha no meu quarto, onde tenho uma dezena de imagens. A princípio, não estava de joelhos; mas quando compreendi verdadeiramente a mensagem, compreendi também a grandeza de Cristo, Ele mesmo me disse: <em>&#8220;Vassula, não mereço um pouco mais?&#8221;</em> A partir desse momento, ponho-me sempre de joelhos.</strong><br />
<em>- E quanto tempo dura?&#8230;</em><br />
<strong>- Quatro ou cinco horas; às vezes, seis: quatro, de manhã e duas, de tarde.</strong><br />
<em>- Então, a senhora não só escreve, mas também reza, pede?</em><br />
<strong>- Sim, conto-Lhe tudo. Disse-me que não devo nunca dar um só passo sem Lhe pedir: <em>&#8220;Vem ter Comigo, pede-Me conselho e Eu te darei&#8221;</em>.</strong><br />
<em>- Para vir aqui, Pediu-Lhe?</em><br />
<strong>- Sim, pedi-Lhe e Ele respondeu: <em>&#8220;Tem confiança. Apoia-te a Mim&#8221;</em>.</strong></p>
<h2>6. TENTAÇÕES</h2>
<p><em>- Uma vez apareceu-lhe o demônio.</em><br />
<strong>- Sim, tive muitos ataques demoníacos. Chegou ao ponto de me ditar linhas coerentes.</strong><br />
<em>- E a sua mão, move-se?</em><br />
<strong>- Sim, mas Jesus ensinou-me a reconhecê-lo. Quando não é Ele, o outro deixa-me completamente fria. Quando dou conta disso, salta para fora ew desaparece. Um dia, teve o atrevimento de aparecer quando Jesus ditava. Então, Jesus voltou-Se para ele e disse-lhe: <em>&#8220;Silêncio!&#8221;</em>. E, assim, se calou.</strong><br />
<em>- Por conseguinte, logo que a senhora se dá conta dele, o demônio deixa-a.</em><br />
<strong>- Imediatamente; mas antes insulta-me.</strong><br />
<em>- Que diz ele, por exemplo?</em><br />
<strong>- Os insultos? Cadela, vaca! E outras coisas do mesmo gênero. Isto acontecia-me, sobretudo no ano passado.</strong><br />
<em>- Sofreu apenas insultos ou também ataques, maus tratos?</em><br />
<strong>- Ataques? Uma vez, mesmo de ordem física. Uma noite, sentia-me como uma avezinha presa: uma paguia veio agarrar-me pela cintura, estava sufocada, não podia respirar. Mas gritei pelo nome de Jesus e o outro deixou-me.</strong></p>
<h2>7. PARA QUE A PUBLICAÇÃO?</h2>
<p><em>- Mas para que publicar estes cadernos?</em><br />
<strong>- No fim do terceiro ano, Jesus pediu-me que publicasse as Suas mensagens. Em novembro de 1988, insistiu em que se fizesse reuniões de grupos de oração, uma vez por mês.</strong><br />
<em>- Antes, tudo acontecera privadamente?</em><br />
<strong>- Sim, entre mim e Ele, e na presença de 4 ou 5 pessoas.</strong></p>
<h2>8. EM FAMÍLIA</h2>
<p><em>- O seu marido mantém-se alheio?</em><br />
<strong>- Sim, é luterano.</strong><br />
<em>- E seus filhos?</em><br />
<strong>- Esses, acreditam e defendem-me, sobretudo o mais pequeno: é como um leãozinho. Se tenho uma discussão, ouve do seu quarto e corre imediatamente para me defender, dizendo:</strong> <em>&#8220;Mas que acontece aqui?&#8221;</em>. <strong>Um dia, Jesus disse-me: <em>&#8220;Maria é a Mãe de Jesus&#8221;</em>. Para mim tratava-se de um conceito novo. Enquanto naquela mesma noite eu ruminava esse pensamento, o meu filho vem ao meu quarto, pelas vinte e uma e trinta, com um livro de Asterix na mão, para me perguntar em inglês:</strong> <em>&#8220;Mary is the Mother of God, isn&#8217;t She?&#8221; (Maria é a Mãe de Deus, não é verdade?).</em><br />
<em>- Mas como pôde ele pensá-lo?</em><br />
<strong>- Não sei. Fiquei impressionada com isso. No dia seguinte, enquanto o levava para a escola, lembrei-lhe:</strong> <em>&#8220;Ontem a noite vieste ao meu quarto e perguntaste-me isto&#8221;.</em> <strong>Não se lembrava já disso.</strong><br />
<em>- E não sabia o significado da pergunta?</em><br />
<strong>- Não.</strong><br />
<em>- Estão, está muito ligado a senhora interiormente?</em><br />
<strong>- Sim; nesse dia, Jesus falou por meio dele.</strong><br />
<em>- E que lhe pede Jesus?</em><br />
<strong>- Que eu seja santa. Isto meteu-me medo. Julgava que quisesse dizer:</strong> <em>&#8220;Vá para o convento, deixa a tua família!&#8221;.</em> <strong>Fugia-Lhe. Voltei para Lhe dizer: &#8220;Quereis que seja franca Convosco?. Respondeu: <em>&#8220;Sim&#8221;</em>. E, então, eu dizia-Lhe: &#8220;Não poderei amar-Vos tal como sou?&#8221;. <em>&#8220;Certamente. É isso mesmo que Eu quero, porque aquilo que conta é o coração. Mantém-te como és&#8221;</em>. Mas acrescentou: <em>&#8220;Se o sal é insípido, para que serve? Não é o hábito que conta, mas o coração&#8221;</em>.</strong></p>
<h2>9. O CULTO DA CRUZ</h2>
<p><em>- Em que consiste a santidade que Jesus espera da senhora?</em><br />
<strong>- Partilhar tudo com Ele, levar a Sua Cruz, cumprir a Sua lei.</strong><br />
<em>- Deu-lhe alguma missão a cumprir?</em><br />
<strong>- Sim.</strong><br />
<em>- E em que consiste?</em><br />
<strong>- Disse-me: <em>&#8220;Tu deves escrever, amar-Me e difundir a Minha mensagem. O resto é Comigo&#8221;</em>.</strong><br />
<em>- E até quando deve escrever assim?</em><br />
<strong>- Ele disse-me: <em>&#8220;Até ao fim dos teus dias. Até ao fim!&#8221;</em>. Respondi-Lhe: <strong>&#8220;Apressai-Vos!&#8221;</strong>.</strong><br />
<em>- Tem então pressa de deixar este mundo para O alcançar?</em><br />
<strong>- Ah! Sim.</strong><br />
<em>- Não tem medo da morte? De nada?</em><br />
<strong>- Não, mesmo de nada. Ele faz-me saborear um pouco do Paraíso. Que mais desejar?</strong><br />
<em>- Mas nada disto a impede de se sentir algumas vezes cansada, desanimada?</em><br />
<strong>- Sim, passados três anos, eu mesma Lhe disse: &#8220;Meu Deus é muito belo receber a Vossa Palavra, mas é muito pesado levá-la sozinha&#8221;. Sentia-me muito desanimada e, nessa mesma noite, vi uma grande escada que chegava até ao Céu e, diante de mim, estavam o Padre Pio e Francisco de Assis.</strong><br />
<em>- Estigmatizados?</em><br />
<strong>- Não sei.</strong><br />
<em>- Não os viu estigmatizados?</em><br />
<strong>- Não. O Padre Pio falou-me em italiano. Não compreendia muito bem, a não ser que me dizia que não deixasse mas que continuasse. São Francisco, para me dar coragem, mostrava-me a escada e, no alto, vi os perfis de todos os Santos que me faziam sinal com a mão:</strong> <em>&#8220;Sobe! Sobe!&#8221;</em><br />
<em>- Que queriam eles dizer?</em><br />
<strong>- Que não devia deixar, que devia continuar sem me deixar desanimar.</strong><br />
<em>- Uma vez, pediu a Cristo para abandonar esta vida, porque desejava retomar uma vida normal.</em><br />
<strong>- Sim, supliquei-Lho. Disse-Lhe: &#8220;Não posso mais continuar, deixai-me. Continuarei a amar-Vos com as outras pessoas, mas não posso mais viver deste modo&#8221;.</strong><br />
<em>- E, apesar de tudo, a senhora não teme a morte. Então, esta missão é assim tão grave?</em><br />
<strong>- Sim. Mas Jesus abriu o Seu Coração. Eu mesma O vi, ferido de morte. Ele mostrou-me todas as Suas Chagas e começou a ditar-me uma mensagem impressionante: <em>&#8220;Eu sou flagelado diariamente&#8230;&#8221;</em>. E disse para comigo mesma: &#8220;Não, eu não devo abandonáLo&#8221;. Era quinta-feira, 24 de agosto. Era noite, muito tarde. Estava a escrever uma carta a um padre do Canadá que queria todas as cassetes. Perguntei a Jesus o que poderia ainda acrescentar. E Ele respondeu-me: <em>&#8220;Diz-lhe que o abençoo&#8221;</em>. Acrescentei isso mesmo e, depois, disse a Jesus: &#8220;Agora, podemos descansar, meu Senhor? E Ele: <em>&#8220;Descansemos, mas sob a condição de Eu permanecer no Teu Coração e tu no Meu Sagrado Coração&#8221;.</em></strong></p>
<h2>10. PRIMEIRAS DIFUSÕES DA MENSAGEM</h2>
<p><em>- Espalhou a mensagem na Grécia?</em><br />
<strong>- Em Rodi, o Renovamento ortodoxo aceitou-a. Ensinei o Rosário e eles aceitaram-no, puseram-no à volta do pescoço.</strong><br />
<em>- Era numa paróquia ou num convento?</em><br />
<strong>- Nem uma coisa nem outra: era um grupo do Renovamento muito aberto. Muitos falam inglês e leem as mensagens.</strong><br />
<em>- A sua missão, nas suas relações com a Igreja, é reconstituir a unidade. Nas Sua mensagens, Jesus muitas vezes faz referência ao Papa João Paulo II como &#8220;sucessor de Pedro&#8221;. Mas sua Igreja Ortodoxa que pensa disso?</em><br />
<strong>- Apresentei as mensagens ao Metropolita ortodoxo Damaskinos. Prestou-lhe muita atenção e está a estudálas. É possível que as mensagens sobre o Papa não venham a ser do seu agrado, uma vez que elas afirmam o seu primado.</strong><br />
<em>- Primado ou jurisdição? Ortodoxos admitem o primado. A jurisdição, ao contrário, cria dificuldades.</em><br />
Vassula, não habituada a uma terminologia destas, diz-me:<br />
<strong>- O Papa é a base da Igreja. É o sucessor de Pedro. Jesus diz: <em>&#8220;Eu o escolhi; todos devem reconhecê-lo&#8221;</em>.</strong><br />
E acrescenta:<br />
<strong>- Algumas pessoas pediram a Mons. Mamie, bispo católico de friburgo, que indicasse uma igreja onde eu pudesse transmitir as mensagens. Não pôs objeção; mas não deu opinião alguma.</strong></p>
<h2>11. RESSURREIÇÃO DA RÚSSIA</h2>
<p><strong>- Jesus fala-me também da Rússia. Uma primeira vez no dia 4 de janeiro de 1988, disse-me: <em>&#8220;A tua irmã morreu&#8221;</em>. E eu vi uma senhora prostrada por terra, desfalecida, macilenta. Era a Rússia. No dia 1 de fevereiro de 1988, mostrou-me novamente: <em>&#8220;Eu ressuscitá-la-ei como Lázaro. Pus a mão sobre o seu coração frio&#8221;</em>. Uma terceira vez, no dia 11 de março de 1988, disse-me: <em>&#8220;A Rússia glorificar-Me-á&#8221;</em>.</strong><br />
<em>- Tudo isso se verifica também nas mensagens de Fátima e Medjugorje. Conhece-as? Jesus falou-lhe do Coração Imaculado de Maria, como em Fátima?</em><br />
<strong>- Ele disse-me: <em>&#8220;Eu estou te conduzindo para Minha Mãe, para a estância onde Eu mesmo fui concebido&#8221;</em>. Não sabia como interpretar estas palavras: referir-Se-ia a Nazaré? Penso, antes, que à interioridade de Maria.</strong><br />
<em>- Sim; os Padres da Igreja e o Concílio dizem: Maria concebeu no Seu Coração, antes de ter concebido no Seu corpo.</em><br />
<strong>- Jesus pediu-me que fizesse o programa para as reuniões, na igreja. Disse-Lhe. &#8220;Eu não sei, eu não sei falar, não sei fazer nada&#8221;. E Ele respondeu-me: <em>&#8220;Não serás tu a fazê-lo, mas Eu; agora mesmo, te dito Eu próprio o programo&#8221;.</em> Pediu-me que evangelizasse com amor e pelo Amor.</strong><br />
<em>- Que iniciativas toma nas reuniões? Desenvolve um tema?</em><br />
<strong>- Sim; por exemplo, Ele me dá este programa: <em>&#8220;Abençoa-os em Meu Nome&#8221;</em>. E, então, eu digo: &#8220;Todo este programa é dado por Jesus e abençoo-vos em Seu Nome&#8221;:</strong><br />
1. <strong>A Minha Paz esteja convosco.</strong><br />
2. <strong>Rezai ao Espírito Santo</strong> <em>(uma oração que recito todos os dias).</em><br />
3. <strong>Rezai a São Miguel Arcanjo</strong> <em>(a oração que se dizia, noutros tempos, no final da Missa).<br />
</em> 4. <strong>A leitura da Bíblia.</strong><br />
5. <strong>Leitura das mensagens do Sagrado Coração e de Maria.</strong><br />
6. <strong>Terminamos com a reza do Rosário e a Benção do Santíssimo Sacramento.</strong><br />
<em>- Mas porque esta multiplicação de aparições, que surpreendem e impressionam?</em><br />
<strong>- Sim, penso que se multipliquem segundo a profecia de Joel: <em>&#8220;Os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão; os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões&#8221;</em> (Jl3,1).</strong><br />
<em>- As suas mensagens insistem no Espírito Santo.</em><br />
<strong>- Sim: acordo de noite e ouço rezar em mim orações. O Espírito Santo reza em nós. É uma coisa física. O Espírito Santo reza em mim as orações da Igreja. Um dia, recitou o Credo.</strong><br />
<em>- A sua experiência é como a de São Paulo: o Espírito Santo grita em nós:</em> &#8220;Abba, Pai&#8221;&#8230; <em>A senhora tem também uma mensagem de cura.</em><br />
<strong>- Sim, a cura espiritual a conversão. Mas algumas pessoas afirmaram-me ter sido curadas fisicamente: uma, de cancro; outra, de sida.</strong><br />
Fala de um modo sóbrio, sem nada mais acrescentar aos fatos, para os quais não dispõe de documentação científica. Fala-me também de perfumes que se expandem e de orações vocais.<br />
<strong>- Começo cada dia com três orações: a São Miguel Arcanjo, um ato de reparação ao Sagrado Coração e à Santíssima Virgem.</strong><em> (Recita-as em inglês e mostra-as).</em><br />
<em>- Há mensagens para os padres?</em><br />
<strong>- Sim, para que sejam menos cépticos. Não se deve extinguir o Espírito. Ele diz: <em>&#8220;Se acreditas no Espírito Santo, por que razão O perseguis (perseguindo aqueles que têm carismas)? Por que razão Me quereis mudo? por que motivo quereis um Deus morto?&#8221;</em></strong></p>
<h2>12. CONTRADIÇÃO</h2>
<p><em>- Há dificuldades com os padres?</em><br />
<strong>- Um, o Padre S., exorcista na Suiça, a princípio, tinha-me aceitado; depois, mudou completamente de comportamento nos meus confrontos. Ele pensa que terei causado uma certa pertubação no Movimento Sacerdotal Mariano de Don Gobbi, ao qual, apesar de tudo, eu mesma aderi. O meu diretor espiritual, Padre Fannan é, ele próprio, desse movimento em Bangladesh e defende-me.</strong><br />
<em>- Quais são, então, as objeções do Padre S.?</em><br />
<strong>- Nunca me deu pormenores. Uma mística aconselha-o. O demônio, referindo-se a mim, terá dito a essa pessoa:</strong> <em>&#8220;Consegui!&#8221;.</em> (Essa mística mantém-se na sombra, negando-se a revelar a sua identidade).<br />
<em>- As suas mensagens testemunham que o demônio tentou realmente confundí-la. É clássico. Mas a senhora não se deixou enganar.</em> (Parece-me que Vassula tem um bom discernimento).</p>
<h2>13. VIDA COTIDIANA</h2>
<p><em>- Ouvindo-a falar, poder-se-ia pensar que a senhora vive num outro mundo. Reza quatro horas de manhã, duas horas a noite; e no tempo que lhe resta?</em><br />
<strong>- Ao meio-dia, como qualquer coisa à pressa. Faço as compras, não para mim, mas também para minha mãe que não está doente, mas tem dificuldade em caminhar. E, então, faço eu as suas compras. Depois, trato de meu filho quando volta da escola.</strong><br />
<em>- Por conseguinte, a senhora está ocupadíssima. Mas que acontece nos dias em que tem de afastar-se, hoje por exemplo, com esta viagem?</em><br />
<strong>- Terei talvez uma mensagem breve, uma página ou duas; mas amanhã terei muitas mais.</strong><br />
<em>- E há dias em que não recebe mensagem alguma?</em><br />
<strong>- Não. Pelo menos, uns três minutos. Não seria capaz de passar sem ela.</strong><br />
<em>- E no regresso, no comboio, pode escrever?</em><br />
<strong>- Não só escrever: posso concentrar-me, para ouvir a Sua voz e conversar com Ele. Vejo-O interiormente. E quando vem o revisor, não me impede de dizer: &#8220;Por favor, um bilhete&#8221;. Ensinou-me a falar, dizendo &#8220;nós&#8221;. &#8220;Nós saímos&#8221;, &#8220;Nós vamos tomar um café&#8221;. É sempre &#8220;nós&#8221;. Para quê? Para que eu não O esqueça nunca, mesmo quando subo para o autocarro e peço ao revisor: &#8220;Um bilhete!&#8221;&#8230; para nós. Eu rio-me com isso e digo-Lhe: &#8220;Vêdes, paguei um bilhete, pedi-lhe apenas um, mas nós somos dois&#8221;. E Ele responde: <em>&#8220;Somos um, um só&#8221;</em>.</strong><br />
<em>- Unidos ou um?</em><br />
<strong>- Unidos e um.</strong><br />
<em>- Jejua?</em><br />
<strong>- Nas quartas e sextas-feiras, a pão e água.</strong><br />
<em>- Como consequência daquilo que se faz em Medjugorje?</em><br />
<strong>- Perguntei-Lhe se desejava que eu jejuasse, como fazem em Medjugorje; e respondeu-me que sim.</strong><br />
<em>- Mas como procede com a sua família?</em><br />
<strong>- A princípio, não me atrevia; agora, faço-o.</strong><br />
<em>- Em cada refeição, quantos pãezinhos come: um ou dois?</em><br />
<strong>- Dois; e confesso-me uma vez por mês.</strong><br />
<em>- Como se pede em Medjugorje?</em><br />
<strong>- Sim; e Jesus pediu-me também o Rosário.</strong><br />
<em>- Mas, quanto ao jejum, foi a senhora quem perguntou a Ele?</em><br />
<strong>- Sim, perguntei-Lhe: &#8220;Quereis que eu jejue?&#8221;. E Ele respondeu-me: <em>&#8220;Sim, isso agradar-Me-ia&#8221;</em>.</strong><br />
<em>- Mas a senhora ensina-o também aos outros?</em><br />
<strong>- Sim, ensino-o.</strong></p>
<h2>14. MEDJUGORJE</h2>
<p><em>- E Medjugorje?</em><br />
<strong>- Falou-me de Medjugorje.</strong><br />
<em>- Foi Ele que a mandou ir lá?</em><br />
<strong>- Sim. O meu pai espiritual incitava-me a ir lá; mas eu nao sabia como fazer. Então, eu disse a Nossa Senhora: &#8220;Se realmente Vós desejais que eu vá, disponde de tudo, porque eu nem sei por onde começar&#8221;. E, numa semana, tudo ficou combinado. Uma amiga telefonou-me, dizendo-me que tinha já tudo organizado&#8230; em viagem de autocarro.</strong><br />
<em>- E isso quando foi?</em><br />
<strong>- No ano passado</strong> <em>(1988),</em> <strong>no dia 25 de junho.</strong><br />
<em>- Então, encontrávamos juntos lá, mas havia uma tal multidão!</em></p>
<h2>15. APARIÇÕES VERDADEIRAS E FALSAS</h2>
<p><em>- Jesus falou-lhe de outras aparições?</em><br />
<strong>- Sim, de Pescara. Disse que foi um truque do demônio, para levar a duvidar também das outras aparições.</strong><br />
<em>- Sim, na Itália, isso provocou um mau efeito. Uma pseudo-vidente anunciou grandes sinais, um ao meio-dia, outro a noite. Havia sido anunciado como sendo o grande milagre de todos os tempos, transferido de Medjugorje para Pescara. Reuniu-se uma multidão de 1000.000 pessoas, por propaganda da imprensa. Mas foi uma desilusão. Por sorte, o bispo já tinha prevenido toda aquela gente; mas, emt odo o caso, isso não foi nada bom para as aparições em geral.</em><br />
<strong>- Denunciou-me também uma profetisa, de nome Gabriela, na Alemanha, de uma seita que se chama &#8220;CASA DAS MISSÕES&#8221;.</strong><br />
<em>- Creio que lhe terá também falado de Garabandal, favoravelmente&#8230;</em><br />
<strong>- Sim.</strong><br />
<em>- E do australiano Piccolo Ciottolo</em> (Little Pebble)<em>?</em><br />
<strong>- Little Pebble escreveu-me duas vezes e enviou-me mensagens. Comecei a lê-las, mas não me sentia nada a vontade. Pedi a Jesus: &#8220;dai-me uma resposta, através da Bíblia&#8221;. E, abrindo-a, dei com uma passagem que me convidava justamente a evitá-lo.</strong><br />
<em>- A princípio, sem dúvida, era sincero. Tinha recebido uma estranha mensagem de Nossa Senhora: o Cardeal Secretário de Estado, é um adorador do diabo, tornar-se-á anti-papa, e tu, Little Pebble, serás eleito de Deus, último Papa, para o fim do mundo: Pedro II. Tud isto a pertubou?</em><br />
<strong>- E não só isso. Falou mal de Medjugorje: os jovens estão fora da graça de Deus. E disse que também Don Gobbi foi privado da graça. escreveu-me da Austrália e nem sei como conseguiu meu endereço.</strong><br />
<em>- Queria fazer uma associação de videntes, para ficar o seu chefe: uma espécie de para dos videntes.</em><br />
<strong>- Tentei responder-lhe e enviar-lhe as mensagens que desejava; mas, sempre que o desejava fazer, encontava impedimentos. Agora estou certa de que não devia enviar-lhe mesmo nada.</strong></p>
<h2>16. REUNIÕES E CONVERSÕES</h2>
<p><em>- E os frutos das suas mensagens?</em><br />
<strong>- Há conversões. Entre outras, um maçom, uma testemunha de Jeová, muitos leigos bastante afastados de Deus.</strong><br />
<em>- Quem frequenta as suas reuniões?</em><br />
<strong>- Pessoas diversas: os novos convertidos, aqueles que apredem a amr a Deus como Ele deseja. Há também padres. Algumas pessoas dizem-me que rezam melhor, depois de ter lido as mensagens.</strong><br />
<em>- E como faz, para os ensinar a conhecer Deus?</em><br />
<strong>- Eu não lhes ensino nada: é a própria mensagem que os ensina. Deus diz: <em>&#8220;Como podereis vós amar alguém, se o não conheceis? Vinde a conhecer-Me e amar-Me-eis&#8221;</em>.</strong><br />
<em>- Contudo a senhora não é uma espécie de robô.</em><br />
<strong>- Ele dita-me, tranquiliza-me. Eu dou aquilo que Ele me diz, nada mais. Quando não sei o que responder a algumas perguntas, digo: &#8220;isso não o sei, não o recebi, não posso responder&#8221;. Quando me pedem mensagens particulares, respondo: &#8220;Mas as mensagens já as tendes, 2.000 páginas e talvez mais&#8221;.</strong><br />
<em>- As reuniões realizam-se todas as semanas?</em><br />
<strong>- Não; uma vez por mês. Começaram os capuchinhos de São Maurício por acolhê-las. Em Vallese, perto de Ecône, a caerca de meia-hora de minha casa. Estas reuniões, agora, realizam-se em toda a Suiça.</strong><br />
<em>- Quantas pessoas participam nessas reuniões mensais?</em><br />
<strong>- Depende: de 150 a 200 pessoas.</strong><br />
<em>- E quanto tempo duram?</em><br />
<strong>- Uma hora e meia.</strong></p>
<h2>17. O CISMA</h2>
<p><em>- Recebeu mensagens de Mons. Lefebre?</em><br />
<strong>- Sim, nos meses de julho e agosto passados. Jesus suplicava-lhe que se não separesse. Era verdadeiramente comovedor. Eu tinha já enviado menssagens a Mons. Lefebre.</strong><br />
<em>- Reagiu?</em><br />
<strong>- Não respondeu, mas alguém dos seus veio, como incógnito. Enquanto falava, Jesus siciou-me ao ouvido: <em>&#8220;É um sequaz de Lefebre&#8221;</em>. E eu, então, perguntei-lhe: &#8220;Vem da parte do Mons. Lefebre?&#8221; E ele respondeu-me: &#8220;Sim, sim&#8221;. E disse-lhe: &#8220;Crê que a Igreja tenha as suas portas demasiado abertas?&#8221;. E ele: &#8220;Sim&#8221;. Então, eu disse-lhe: &#8220;Fiquei sabendo que Jesus abrirá de par em par as próprias janelas&#8221;.</strong><br />
<em>- E ele, que lhe respondeu?</em><br />
<strong>- Pôs-se a rir. Não sei por que terá vindo ao meu encontro.</strong></p>
<h2>18. DISCERNIMENTO</h2>
<p>No final desta conversa informal, será necessário evidenciar algumas coisas. Vassula tudo refere a Jesus. E este diálogo, em nada pertuba a sua vida nem os deveres do seu estado. Tudo se desenrola na paz. Muitas pessoas ficaram agarradas e convertidas e encontraram agora, na oração, a sua união com cristo, uma nova vida. E todod estes sintomas são ótimos sinais e, dentro das limitações do meu inquérito, não os posso considerar negativos.</p>
<p>A sua sinceridade é límpida. A sua união a Cristo, com uma participação profunda (infusa) na Sua Paixão, é autêntica. Os frutos da sua oração são positivos, tanto na sua vida como para as pessoas que dela se aproximam.</p>
<p>A experiência tem-me ensinado que os videntes, mesmo os autênticos, nem sempre são infalíveis. É preciso, pois, usar de prudência e discernimento.<br />
o sentido crítico deve manter-se sempre atento ao ,ínimo pormenor, uma vez que o homem é falível e pecador.</p>
<p>Muitos cristãos não se deixam seduzir por revelações privadas. Para eles, basta o Evangelho ou outras mensagens. Estão no seu direito. De fato, as aparições são de uso livre para a fé.<br />
Outros, pelo contrário, são muito atraídos pelas aparições. Prestam-lhes atenção, acorrem onde haja aparições e comparam, meditam, sentem-se atraídos pelas suas mensagens. Mas a verdade é que há muitas e não se podem seguir todas. seria demasiado pesado, uma espécie de indigestão espiritual.</p>
<p>Alguns leitores pensarão que um diálogo de Vassula, assim tão pessoal, seria de manter reservado e de não publicar. Tentar penetrar nele, não será porventura, uma doentia curiosidade? Quem quer que sentisse este embara~ço, não deveria insistir. Aquele que enfrentasse estas mensagens por simples curiosidade, deveria prestar-lhes uma verdadeira atenção.</p>
<p>Tenhamos presentes os clássicos critérios para julgar as aparições, para eliminar ou evitar desvios: sã doutrina, transparência, frutos, etc.. Mas, ainda no caso de não faltarem os sinais de autenticidade - todos os sinais de autenticidade, fica sempre uma margem dentro da qual cada um poderá apreciar ou avaliar a comunicação ou sentir-se po ela atraído em várias medidas.</p>
<p>Vassula pensa ter recebido a missão de propagar, com as mensagens que recebe, o amor de Cristo. Para alguns, esta via revelou-se-lhes como boa, na medida em que corresponde às suas necessidades; mas ninguém é obrigado a seguir esta via singular. Cada um julgue segundo a inclinação e frutos que dela lhe provenham.</p>
<p>Normalmente o Evangelho e o ensinamento da Igreja são suficientes; mas, no nosso ambiente cultural, em que a fé é tísica ou asfítica, as mensagens proféticas têm a útil função de recriar um contato e uma atmosfera de fácil respiração, tão útil para alguns como um bocado de oxigênio.</p>
<p>A missão recebida por Vassula para a unidade, encontra-se co o movimento ecumênico animado pelo Espírito Santo desde o princípio do nosso século, mas que não tem feito grandes progressos. Possam as mensagens desta ortodoxa estimulá-lo.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Padre René Laurentin<br />
A Verdadeira Vida em Deus - Encontros com Jesus<br />
Volume 1</em></p>
<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/1gxJodEHtUU" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1gxJodEHtUU" /></object></p>
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		<title>A comunidade e o sagrado</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 16:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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Não é apenas nas pessoas individuais que podemos sentir o Sagrado. Muitas vezes é também nas comunidades. Quando uma comunidade celebra o culto divino, às vezes o Sagrado transparece. Algumas pessoas sentem que determinadas comunidades possuem uma irradiação que lhes faz bem. Elas têm a impressão de que uma permanência mais prolongada nestas comunidades haveria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/comunidade.jpg" alt="A comunidade e o sagrado" /></p>
<p>Não é apenas nas pessoas individuais que podemos sentir o Sagrado. Muitas vezes é também nas comunidades. Quando uma comunidade celebra o culto divino, às vezes o Sagrado transparece. Algumas pessoas sentem que determinadas comunidades possuem uma irradiação que lhes faz bem. Elas têm a impressão de que uma permanência mais prolongada nestas comunidades haveria de ajudá-las a encontrar seu próprio ponto de referência. Evidentemente, mesmo aqui existem muitas projeções que podem levar a decepções. Pois nenhuma comunidade é unicamente santa. A comunidade também é marcada pelas sombras, pela banalidade e mediocridade.</p>
<p><span id="more-279"></span>Muitas pessoas que vêm para a nossa casa de hóspedes, ou que desejam passar conosco &#8220;uma temporada no convento&#8221;, escrevem-nos que sentiram junto a nós uma espécie de cura. Saber disto nos faz bem. Pois nós mesmos não nos experimentamos de maneira nenhuma como santos. Sempre de novo também temos de confrontar-nos com nossos lados sombrios. Se os hóspedes projetam sobre nós o seu anseio pelo Sagrado e por isso experimentam o Sagrado em nós, ou se realmente existe algo de sagrado que transpira de nossa comunidade, isto eu não ouso decidir. Provavelmente uma coisa e outra estão em jogo aqui: a projeção dos hóspedes, mas também algo de Sagrado que a comunidade carrega em si, pelo fato de estar todos os dias circulando em volta do Sagrado e vivendo exposta ao Sagrado.</p>
<p>Toda comunidade tem necessidade do Sagrado. Sem o Sagrado nenhum grupo é capaz de viver. Haveria de desintegrar-se. O Sagrado une em si os membros da comunidade. Isto nós experimentamos todos os dias em nossa comunidade monástica. Quando 100 monges convivem no mosteiro todos os dias, eles não conseguiriam suportar-se mutuamente se estivessem empenhados apenas com os seus sentimentos e com o esclarecimento de seus conflitos mútuos. Uma comunidade de pessoas que moram juntas e que sempre vivessem a refletir e a discutir sobre suas relações logo haveria de desintegrar-se. Faltar-lhes-ia o elo que as mantém unidas. E este elo é o Sagrado, algo que ultrapassa a comunidade. Como todos os dias nós nos reunimos conco vezes na igreja para louvar a Deus, para juntos cantar os salmos e celebrar o Sagrado mistério da Eucaristia, existe entre nós um elo que não se desfaz tão facilmente, como aconteceria por exemplo com os sentimentos ou com as estruturas. É o Sagrado que nos une e que nos mantém unidos.</p>
<p>Isso pode ser observado em grupos de juventude. Em todo grupo existe algo que é sagrado, algo que é tabu para todos. Algo que todos têm que observar. Com bastante frequência é o pressuposto inconsciente que parte de cada um. É alguma coisa sobre a qual não se discute, que simplesmente é sentida. Antigamente os jovens gostavam de sentar-se em torno da fogueira do acampamento cantando as suas músicas. O fogo era ali o ponto sagrado  de referência que unia o grupo. Seria sem dúvida interessante pesquisar a<em> love parade</em>, que reúne  tantos jovens na celebração comum de uma festa com muita música, corporalidade e um inebriante sentimento de comunidade. Poder-se-ia perguntar o que foi que uniu entre si os dois milhões de pessoas no festival da juventude em Roma no ano de 2000. O prefeito de Roma sentiu claramente que destes jovens do mundo todo emanava alguma coisa que fazia bem à cidade, que Roma nunca viveu dias tão tranquilos e tão pacíficos como os que foram proporcionados por estes inúmeros jovens reunidos em torno do Sagrado.</p>
<p>Também no casamento os cônjuges sentem que o Sagrado os une. Para muitos casais o Sagrado é aquilo que eles experimentam em seu amor. Seu amor não se reduz aos sentimentos que eles têm um pelo outro. Em seu amor eles sempre de novo estão em contato com algo que os ultrapassa, com algo que eles não possuem uma palavra para designar. É o Sagrado. Certamente é esta a razão por que em média os casamentos religiosos duram mais tempo do que os casamentos contraídos em um contexto não religioso. Os casais casados na igreja sabem que a benção de Deus repousa sobre o seu amor. Vão juntos para a igreja, para um lugar em que se voltam juntos para Deus, para uma meta que se encontra além deles mesmos. Celebram um sacramento de amor. Este sacramento mostra-lhes que seu amor é o lugar onde eles podem experimentar Deus, onde podem sentir o Sagrado. O sacramento lhes dá a sensação de que seu amor é alguma coisa precisosa, alguma coisa de santo, e que eles devem conviver com isto em atitude de atenção e respeito e não se deixar perturbar tão facilmente pelos conflitos do dia-a-dia. Evidentemente, o Sagrado também não é garantia de que o casamento seja bem-sucedido. Pois também o Sagrado pode volatilizar-se, deixar de ser percebido, perder-se.</p>
<p>Interessante é que hoje um assessor empresarial moderno também fala de sua firma como um &#8220;santúário&#8221;. Lance Secretan entende por santuário um espaço em que a alma cria asas e floresce, em que a convivência e o trabalho são marcados pela criatividade e a fantasia. Manisfestamente, até mesmo uma firma precisa de alguma coisa sagrada, de algo que seja sagrado para ela, que relativize a busca do lucro. Uma firma que não vise outra coisa senão controlar o andamento dos processos, termina por ficar estéril. O Sagrado permite que a alma respire e cria um espaço onde cada um se sente respeitado. Ele une mais as pessoas do que o lucro comum, cria um clima de liberdade, de prazer no trabalho e de alegria no intercâmbio de idéias, que leva as pessoas a novas paragens.</p>
<blockquote><p><strong><em>Qual é o ponto de referência de sua família, o elo que une o casal e os filhos? É o amor, que você experimentou como sagrado? É o mistério que lhe deu um lar onde você se sente em casa? O que é sagrado para você? Existe alguma coisa que vocês preservam em comum, que para vocês seja intocável?</em></strong></p>
<p><strong><em>Lance um olhar para os grupos de que você faz parte, para a sua firma, sua associação, o círculo de seus parentes. Você consegue descobrir aí alguma coisa de Sagrado que os mantêm unidos? Ou o elo do Sagrado se perdeu? Quais são os ideais comuns que vocês valorizam? Vocês têm sonhos comuns? Quais as recordações comuns que são para vocês fonte de vida e de união?</em></strong></p>
<p><strong><em>Tente ver com outros olhos sua comunidade (sua família, grupo, associação). Tente descobrir o elo que a sustenta. Tente identificar o Sagrado que lhes é caro e que os mantém intimamente unidos.</em></strong></p></blockquote>
<p><em>(A Proteção do Sagrado - Anselm Grün)</em></p>
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		<title>Jesus servia à sua equipe</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 15:03:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[livros]]></category>

		<category><![CDATA[Jesus o maior líder que já existiu]]></category>

		<category><![CDATA[Laurie Beth Jones]]></category>

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O princípio do serviço é o que separa os verdadeiros líderes daqueles que só buscam o sucesso pessoal. Jesus,  o maior Líder que já existiu, servia às pessoas. A Maioria das religiões ensina que estamos aqui para servir a Deus. Contudo, na figura de Jesus, Deus está oferecendo servir-nos.
Imagine a revolução no pensamento. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/jesus.jpg" alt="Jesus" /></p>
<p>O princípio do serviço é o que separa os verdadeiros líderes daqueles que só buscam o sucesso pessoal. Jesus,  o maior Líder que já existiu, servia às pessoas. A Maioria das religiões ensina que estamos aqui para servir a Deus. Contudo, na figura de Jesus, Deus está oferecendo servir-nos.</p>
<p>Imagine a revolução no pensamento. A mentalidade do Velho Testamento era a de que a humanidade estava em dívida com Deus e precisava encontrar incontáveis formas de agradá-Lo. Então chega um Homem alegando ser o próprio Filho de Deus, que pergunta às pessoas: &#8220;<strong>O que gostariam que Eu fizesse por vocês?</strong>&#8221;</p>
<p><span id="more-262"></span>Algumas pessoas ficam chocadas com a inferência de que Deus nos serve. Contudo, esse Homem que representava o Senhor - que estava imbuído de todos os poderes de Deus - aproximava-se das pessoas e perguntava: &#8220;Como posso ajudá-los?&#8221; Se elas quisessem ver, Ele abriria seus olhos. Se desejassem vinho, Ele lhes daria vinho. Se quisessem pão, Ele lhes daria pão. Até quando quisessem que Ele fosse morto, Ele morreu. Jesus fazia todas essas coisas sem lutar, porque Ele tinha um poder: o amor. Amar é servir. E Deus é amor.</p>
<p>O símbolo do amor é um círculo. O verdadeiro serviço inspira o serviço, que completa o círculo. Pode ser por isso que ficamos tão aborrecidos quando não somos servidos e por que estamos dispostos a pagar mais a alguém que se oferece para nos servir. É como se essa pessoa estivesse nos dizendo: &#8220;Sou parte do círculo com você.&#8221;</p>
<p>A verdadeira atitude de serviço é um agente amoroso que atua sobre os mais duros corações e as mais difíceis situações. Certa vez fui acompanhar um amigo da época do colégio, Beau, que tinha de entregar 15 almofadões que confeccionara para um shopping center. Era inverno e estava chovendo e ventando muito. A cliente disse que ele poderia estacionar nos fundos do shopping para entregar sua encomenda. Foi exatamente o que Beau fez: ele estacionou o carro numa área de serviço e começou a descarregar. No mesmo instante, um dos seguranças correu até ele e começou a gritar: &#8220;Ei, você não pode estacionar ai!&#8221; Fiquei imediatamente na defensiva e respondi com certa autoridade que a Sra. Higgins - que provavelmente assinava o cheque do pagamento dele - dera permissão para que estacionássemos ali. Eu não estava gostando nada da idéia de parar a mais de quinhentos metros e descarregar 15 almofadões na chuva. Beau, porém, demonstrou uma enorme habilidade de servir aos outros. Ele colocou os almofadões no chão e disse com toda a sinceridade: &#8220;A Sra. Higgins falou que eu poderia estacionar aqui por uns poucos minutos, mas talvez eu tenha cometido um erro. Você é o chefe. Diga-me exatamente o que quer que eu faça e eu farei.&#8221; Ele olhou o segurança nos olhos e sorriu.</p>
<p>Eu jamais tinha visto uma mudança de atitude tão impressionante. A fisionomia do segurança se suavizou e ele disse: &#8220;Bem, acho que você pode estacionar aqui se for só por alguns minutos. Eu dou uma olhada no carro para evitar que alguém o multe.&#8221; Beau lhe agradeceu muito e pudemos fazer o serviço sem nos molharmos. Quando estávamos saindo, o segurança afastou alguns cones para que pudéssemos usar uma saída especial. O verdadeiro serviço provoca grandes transformações. Beau disse ao segurança que sabia que ele era chefe, e o chefe tomou uma decisão para nos servir. O círculo estava completo.</p>
<p>Acho que nós subestimamos o Coração de Deus. Temos um Criador que se deleita em nos dar o Reino, de modo que, como líderes, devemos dar o máximo de nós para servir àqueles colocados em nosso reino. Devemos dar a eles boas coisas&#8230; com prazer. Jesus dizia que fazia sempre o que Deus Lhe pedia e que Deus também sempre fazia o que Ele Lhe pedia. Esse é o retrato de uma divindade servindo à outra.</p>
<p>A Bíblia mostra Deus, o Líder Supremo, preparando banquetes, fazendo festas e trazendo o melhor vinho para celebrar a volta de uma criança errante. Jesus servia as refeições aos Seus discípulos. &#8220;Venham comer!&#8221;, Ele dizia. Então pegava o pão e dava a eles. E fazia a mesma coisa com os peixes (João 21, 9-13). As histórias bíblicas também contam sobre líderes como o Bom Samaritano, que dedicou tempo de sua missão para ajudar um homem que tinha sido assaltado e estava caído na estrada. Ele o socorreu e o deixou numa pensão, dizendo ao dono: &#8220;Tome conta dele. Quando Eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele&#8221; (Lucas 10, 35).</p>
<p>Diante de um pedido do povo para que um jovem rei tornasse suas cargas mais leves e sua vida mais fácil, alguns sábios mais velhos o aconselharam com estas palavras: &#8220;Se o senhor for bondoso, se tratá-los bem e der uma resposta favorável ao pedido deles, então eles serão seus servidores para sempre&#8221; ( 2 Crônicas 10, 7). Ou seja, se servir a eles, contará com servidores fiéis.</p>
<p><em>(Jesus, o maior líder que já existiu - Laurie Beth Jones)</em></p>
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		<title>Discernimento: O dom mais necessário</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 16:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ensinamentos]]></category>

		<category><![CDATA[espírito santo]]></category>

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Há alguns anos, alguns líderes de um dos maiores grupos de oração da nossa diocese decidiram iniciar uma nova igreja. Por vários meses, sistematicamente, vinham pregando abertamente contra alguns dogmas e ensinamentos da Doutrina Católica. &#8220;De hoje em diante, estamos deixando a Igreja Católica; quem quiser nos seguir, nos acompanhe&#8221;, disse um daqueles líderes. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/discernimento.jpg" alt="Discernimento: O dom mais necessário" /></p>
<p>Há alguns anos, alguns líderes de um dos maiores grupos de oração da nossa diocese decidiram iniciar uma nova igreja. Por vários meses, sistematicamente, vinham pregando abertamente contra alguns dogmas e ensinamentos da Doutrina Católica. &#8220;De hoje em diante, estamos deixando a Igreja Católica; quem quiser nos seguir, nos acompanhe&#8221;, disse um daqueles líderes. Foi presenciando aquele doloroso acontecimento que entendi qual é o dom mais necessário para quem segue Jesus, especialmente para os que estão à frente do rebanho: <strong>o discernimento dos espíritos</strong>. Com Matatias aconteceu o contrário. Quando o rei Antíoco quis obrigar todos os povos a se entregarem à idolatria, Matatias responde aos seus enviados: <em>&#8220;Ainda mesmo que todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordem, eu, meus filhos e meus irmãos, persevaremos na Aliança concluída por nossos antepassados. Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos! Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda&#8221;</em> (I Mc 2, 19-22). Disposto a dar tudo e perder tudo por amor à sua fé, em altos brados, elevou a voz na cidade: <em>&#8220;Quem for fiel à lei e permanecer na Aliança, saia e siga-me&#8221;</em> (I Mc 2, 27).</p>
<p><span id="more-233"></span>Dentre os nove dons carismáticos de poder, o discernimento dos espíritos é o mais necessário, porque nos revela qual voz está nos falando: a voz de Deus, a da natureza humana ou a do Malígno. Quando agimos sem discernimento, atraímos grandes desgraças sobre nós e sobre aqueles que o Senhor colocou sob os nossos cuidados. Não é por nada que a Palavra de Deus exorta: <em>&#8220;Todo homem prudente age com discernimento&#8221;</em> (Pv 13, 16).</p>
<p>Por que aqueles líderes começaram a pregar contra alguns dos mais importantes ensinamentos da Doutrina Católica? Descobrimos que eles estavam fazendo estudos bíblicos com um pastor de uma igreja protestante. Não raro, algo nos parece reto e agradável a Deus, mas não o é: <em>&#8220;Os caminhos do homem parecem retos aos seus olhos, mas cabe ao Senhor pesar os corações&#8221;</em> (Pv 21, 2). Em contato com aquele homem, aqueles líderes pareciam estar crescendo na fé e no conhecimento de Deus. Nem tudo, porém, o que aparenta ser bom o é de fato. Daí a necessidade de discernir os nossos sentimentos e pensamentos, a fim de rejeitar tudo aquilo que não esteja de acordo com a Palavra de Deus e os ensinamentos da Igreja. Como explicar a rejeição da fé católica e a multiplicação dos falsos profetas que pregam a chegada de uma Nova Era e o fim do Cristianismo? Mais uma vez o Diabo, aquele que se atravessa no meio, está em ação. Sua missão é semear a divisão, a fim de dispersar o rebanho de Cristo.</p>
<p>Somente através do dom do discernimento dos espíritos poderemos saber o que é bom e o que é mau aos olhos de Deus:</p>
<blockquote>
<h2>O homem não pode por si mesmo decidir o que é bom e o que é mau - não pode &#8216;conhecer o bem e o mal, como Deus&#8217;. Sim, no mundo criado, Deus permanece a primeira e soberana fonte para decidir sobre o bem e o mal, mediante a íntima verdade do ser, a qual é reflexo do Verbo, eterno Filho, consubstancial ao Pai.</h2>
<p> (CARTA ENCÍCLICA. <em>Dominum et Vivificantem</em>. Sobre o Espírito Santo na vida da igreja e do mundo. João Paulo II. Op. cit., No. 36. ap. 42)
</p></blockquote>
<p>Quem age com discernimento, sabe quando Deus fala e sabe também quando fala o inimigo, aquele que não cessa de sussurrar coisas vãs aos nossos ouvidos. São Bento, assolado por uma fortíssima tentação, a afugentou invocando o poder da Cruz de Jesus: <strong>&#8220;A Cruz Sagrada seja a minha luz. Não seja o Dragão o meu guia. Retira-te, Satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos&#8221;</strong>. Como São Bento foi capaz de identificar que era o demônio quem lhe sugeria tais coisas? Através do discernimento dos espíritos.</p>
<p>Também o Diabo é conselheiro! Infelizmente, não são poucos os que o ouvem. Um jovem neoconvertido confidenciou-me que quando era escravo das drogas muitas vezes pensou no suicídio como única solução para se ver livre daquela escravidão. Certamente era o próprio demônio quem o estava aconselhando. Muitas vezes a serpente infernal usa de pessoas à nossa volta para nos sugerir coisas vãs. Por exemplo, alguém nos convida para sair, justamente quando estávamos nos preparando para ir à missa. Gostaríamos de fazer uma oração antes da refeição, mas alguém da nossa família nos intimida com um olhar ameaçador. Um colega sugere que olhemos para uma mulher sedutora ou um homem sedutor. Um sacerdote afirma que a oração não resolve nada. Um pai incentiva o filho a ter relações pré-matrimoniais. Uma amiga aconselha o aborto. Um colega de trabalho nos ensina como roubar. Um político corrupto instiga um colega a corromper-se, e assim por diante.</p>
<p>Outras vezes é o respeito humano que compromete nossa capacidade de discernir o que agrada a Deus. Buscando agradar aos homens, facilmente renunciamos à vontade de Deus. Para não sermos chamados de desiquilibrados, radicais, fanáticos, malucos, carolas, somos capazes de nos unir àqueles que não suportam as exigências do Evangelho. Numa ocasião, eu estava num ônibus interurbano, com uma garota sentada a meu lado. Senti que o Espírito Santo me movia a falar de Jesus para aquelas pessoas ali dentro, mas uma voz me pertubava: &#8220;O que esta garota vai pensar de você?&#8221;. Depois de muita luta interior, levantei-me e anunciei a Salvação em Jesus para aqueles passageiros. Após a pregação, Jesus revelou a cura de uma pessoa diabética. Por pouco, o medo de ser rotulado de fanático e curandeiro não me deixa proclamar as maravilhas de Deus. Passada a prova, uma grande paz e uma forte alegrai invadiram meu coração.</p>
<p>É típico de Satanás apresentar uma mentira como se fosse uma verdade. Para vender cigarro, a indústria do tabaco contrata, a peso de ouro, profissionais de <em>marketing</em>. Eles têm a missão de propagar a idéia de que o cigarro é um bem de consumo que traz vantagens. Por meio de imagens e palavras associam o cigarro ao conceito de sucesso, beleza, inteligência, habilidade. Na verdade, todos sabem  que o cigarro causa câncer e que, no mundo inteiro, milhões de pessoas morrem anualmente por causa do tabagismo. Sobre a arte de discernir, a Igreja ensina:</p>
<blockquote><h2>O Espírito Santo nos faz discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista de uma &#8216;virtude comprovada&#8217;, e a tentação, que leva ao pecado e à morte. Devemos também discernir entre &#8220;ser tentado&#8221; e &#8220;consentir&#8221; na tentação. Por fim, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, seu objeto é &#8216;<em>bom, sedutor para a vista, agradável (Gn 3, 6)&#8217;</em>, ao passo que, na realidade, seu fruto é a morte. </h2>
<p>(Catecismo da Igreja Católica)</p></blockquote>
<p>Não é de admirar que o pecado sempre nos parece algo apetitoso, vantajoso. Quando se joga uma brasa incandescente diante de um sapo, imediatamente ele a engole. O sapo não sabe discernir entre o que é bom e o que é mau. Convencido de que o que vê é algo agradável, um alimento apetitoso, acaba morrendo, ludibriado pela falsa aparência do objeto que o seduziu. A Palavra de Deus afirma: <em>&#8220;Aquele que é crédulo demais tem um coração leviano; sofrerá prejuízo&#8221; </em>(Eclo 19,4). Para capturar suas presas, algumas plantas carnívoras são adotadas de cores e perfumes que exercem uma atração irresistível sobre os insetos. Tão logo o inseto pousa sobre a superfície da flor de uma destas plantas, ela se fecha e o inseto é morto.</p>
<p>Sem discernimento não há como cumprirmos os desígnos de Deus para a nossa vida, simplesmente porque não sabemos se é Deus quem está nos falando. Quantas vezes acabamos comprando coisas que não correspondem às nossas expectativas, porque quem no-las vendeu mentiu para nós. Não é à toa que o rei Salomão suplica a Deus que lhe conceda o mais precioso de todos os dons: <em>&#8220;Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal&#8221;</em> (I Rs 3, 9).</p>
<p>Seja na hora de continuar um namoro, escolher um emprego, um filme para assistir, um livro para ler, um tema para pregar, um lugar para nos divertir, ou as pessoas com quem andar, qualquer decisão a tomar, enfim, é o discernimento dos espíritos que nos põe em perfeita conformidade com a soberana vontade de Deus. O que fazer para receber o dom do discernimento dos espíritos? Segundo o jesuíta Juanes Benigno:</p>
<blockquote><h2>Não nos esqueçamos do pensamento de São João da Cruz: O Espírito Santo sensibiliza e capacita de maneira especial para o discernir, quase de um modo co-natural, na medida em que somos dóceis ao Espírito, nos entregamos à sua ação e aderimos mais profunadamente à pessoa de Jesus. </h2>
<p>(JUANES, SJ, Benigno. Intrudução aos Carismas. São Paulo: Loyola, 2001. p. 144)</p></blockquote>
<p>Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer tem um peso de eternidade. Queiramos ou não, todas as nossas escolhas nos aproximam ou nos afastam do Céu. Elas são como pedras que pavimentam nossa estrada para o Céu ou para o inferno. Se nossas escolhas são discernidas com o auxílio do Espírito Santo, aquele que perscruta as profundezas de Deus, então andaremos com segurança na estrada que conduz à Jerusalém celeste. Esta estrada é o próprio Jesus.</p>
<p><em>(A Vitória pela Fé - confiança inabalável nas promessas de Deus; de Celso Deretti)</em></p>
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		<title>O Evangelho Secreto da Virgem Maria</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 19:34:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[apócrifos]]></category>

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		<category><![CDATA[nossa senhora]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tinha quinze anos
Tive uma vez quinze anos!
Fazia alguns meses que me tornara mulher!
Lembro, apesar de haver passado tanto tempo e tantas coisas, a ternura de minha mãe, Ana, e a suave firmeza de meu pai, Joaquim.
Aquele dia era sábado. Meu pai tinha ido à sinagoga para ouvir, como sempre, a leitura de um texto da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/maria.jpg" alt="Nossa Senhora" /></p>
<h1>Tinha quinze anos</h1>
<p>Tive uma vez quinze anos!<br />
Fazia alguns meses que me tornara mulher!<br />
Lembro, apesar de haver passado tanto tempo e tantas coisas, a ternura de minha mãe, Ana, e a suave firmeza de meu pai, Joaquim.</p>
<p>Aquele dia era sábado. Meu pai tinha ido à sinagoga para ouvir, como sempre, a leitura de um texto da Torá e a explicação que dava o rabino. Minha mãe e eu também íamos e ficávamos bem juntas, respeitando o costume que separava os homens das mulheres. Nesse dia não pudemos comparecer e aguardamos a volta de Joaquim, para que nos dissesse o que havia ocorrido.</p>
<p><span id="more-168"></span>O sol já se recolhia e o sábado terminava quando meu pai nos transmitiu o texto que fora lido na sinagoga. Era do profeta Iasaías, um de meus favoritos. Com voz solene e mais cantando do que recitando, Joaquim disse:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Que belos são sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz boas novas, que anuncia a salvação, que diz a Sion: &#8216;Já reina teu Deus! Uma voz! Teus vigias elevam a voz, emitem gritos de júbilo, porque com seus próprios olhos vêem o retorno de Yaveh a Sion. Prorrompei em uíssono em gritos de júbilo, solitários de Jerusalém, porque Yaveh consolou seu povo e resgatou Jerusalém&#8217;.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>Independente disto, meu pai nos explicou o que havia dito o rabino de nosso povoado, Asaf, filho de Coré. Tratava-se de um homem amável, idoso, porém sempre carinhoso com todos, especialmente com as crianças, por isso sempre o ouvi com dedicação, interrompendo as brincadeiras de meus primos quando ele passava, pois todos queriam beijar a orla de seu manto.</p>
<p>Joaquim disse a mim e à minha mãe que naquela manhã Asaf estava preocupado. As notícias que chegavam dascidades que abrigavam destacamentos romanos não eram boas. Falava-se de tumultos entre alguns dos nossos e, inclusive, se comentava que na longíqua Jerusalém havia muita inquietação e que alguns rabinos haviam dito que a chagada do Messias poderia estar próxima, segundo se podia deduzir de certa profecia que fazia referência a seu nascimento em Belém, a cidade de Davi. Asaf, tranquilo como era, não desejava alarmar seus ouvintes, entre outras coisas, porque, como ele mesmo lembrou naquela manhã, notícias semelhantes se produziam desde que os romanos ocuparam Israel e mesmo antes, sob a dominação dos sírios de Antíoco. Sem dúvida, comentou meu pai, naquela ocasião a voz de nosso rabino parecia menos tranquila que de costume e suas recomendações sobre calma eram menos convincentes.</p>
<p>Algo se preparava e pessoas como Asaf, como meu pai ou como minha mãe, intuíam isso sem saber exatamente do que se tratava. Por isso o rabino escolhera o texto de Isaías; para transmitir uma mensagem de paz e esperança aos habitantes de nossa aldeia. Se o Messias estava por vir, como alguns diziam, deveríamos manter a calma, porque sua chegada seria a do príncipe da paz. Qualquer outra atitude seria, no fundo, uma falata de confiança no Todo-Poderoso, em cujas as mãos estão sempre nossas vidas. estas coisas sempre entusiasmavam minha mãe Ana e a mim. Ouvíamos Joaquim, apertadas uma contra a outra junto ao fogo de nosso lar, em uma noite de Nisan, bela e suavemente fresca. Nós duas acreditávamos firmemente no que a Torá e os outros livros sagrados ensinavam, e Ana tinha muito cuidado ao ensinar-me o significado da fé em Yaveh, o amor e o respeito que lhe devíamos, e a necessidade de observar fielmente a aliança que ele havia pactuado com nosso povo. Por isso não nos surpreendia nada do que pudesse ocorrer, pois estávamos convencidas de que, a um só gesto de Deus, nem as poderosas legiões romanas poderiam enfrentar o Messias quando este surgisse no mundo. Aguardávamos sua chegada e rezávamos todos os dias para que isto ocorresse o mais cedo possível, mas nunca antes do tempo indicado, do momento em que a vontade do Todo-Poderoso previra.</p>
<p>Eu, mais do que minha mãe, por causa dos meus quinze anos recém-completados, gostava de sonhar com o Messias. Também o faziam minhas companheiras e falávamos muito dele nos nossos encontros, principalmente na fonte do povoado, quando íamos lavar nossas roupas no arroio. Porém, eu desejava ardentemente que esse Messias fosse um mensageiro da paz e do amor de Deus, dois sentimentos que meus pais sempre me inculcaram, embora quase todas as minhas amigas se deliciassem em falar de palácios e de grandes festas. Situação pior era com meus primos, os quais tive que enfrentar em mais de uma ocasião, pois para eles o Messias que tanto se aguardava não era outra coisa senão um líder militar. Quando eu lhes falava das qualidades espirituais que adornariam sua alma, eles zombavam de mim dizendo que eu era uma menina incapaz de entender o que convinha ao povo de Israel, acreditando que um Messias bondoso fosse capaz de expulsar os romanos de nossa pátria.</p>
<p>Enfim, naquela noite de sábado de primavera, minha mae e eu ouvíamos atentamente Joaquim, que nos estava contando a prédica do rabino Asaf. Tudo ia bem e se desenrolava conforme gostavam meu venerado rabino e meus pais, até que Joaquim disse algo que nos surpreendeu. Disse que, chegando a um certo momento de sua exortação, Asaf pareceu emudecer. Lia parágrafo por parágrafo o texto de Isaías, explicando-os em seguida até que, de repente, ao ler o que estava escrito empalideceu, fechou o livro, sentou-se e se pôs a chorar.</p>
<p>Vários homens do povoado, entre eles meu primo José, com quem meus pais me haviam comprometido em matrimônio, e meu próprio pai, se acercaram de Asaf, por[em não conseguiram extrair dele palavra alguma. A assembléia se dissolveu e não se parou de falar sobre o assunto, todos intrigados com o que tinha lido Asaf. Como ninguém possuía o livro de Isaías, não se podia consultar o texto que tanto havia impressionado o nosso bom rabino, e assim decidiram recorrer a um homem de Caná, que morava em nosso povoado e que não fora aquela manhã à sinagoga porque estava de cama com febre. Era um mestre no conhecimento das Sagradas Escrituras e recitava de memória passagens inteiras, além de ser amigo de minha família.</p>
<p>Meu pai, consciente do aspecto intrigante que estava mostrando em seu relato, fez uma pausa e nos olhou atentamente. Nós duas estávamos boquiabertas, não assustadas, porque Ana, minha mãe, tem tanta fé em Deus que duvido que algo consiga abalar seu ânimo. Mas estava muito interessada. Joaquim, depois de um momento de silêncio que aumentou a expectativa, disse-nos que chagando à casa de Adonias, o cananeu, e a ele foi tudo explicado. Quando lhe disseram qual era o texto que Asaf havia lido, Adonias fechou os olhos e começoua a murmurar em voz baixa, até que chegou ao ponto do texto onde o rabino o interrompera. A partir daí, já em voz alta, acrescentou:</p>
<p>&#8220;Quem deu crédito a essa notícia? E o braço de Yaveh a quem se revelou? Cresceu como um novo broto diante dele, como raiz em terra árida. Não possuía aparência nem presença. Vimo-lo e não tinha imagem que pudéssemos estimar. Desprezível e refugo dos homens, varão de dores e conhecedor de doenças, como alguém diante de quem se oculta o rosto, desprezível, e não o percebemos. E contudo era as nossas doenças que carregava e as nossas dores que suportava! Nós o deixamos ser açoitado, ferido por Deus e humilhado. Ele foi ferido por nossas rebeldias, punido por nossas culpas. Ele suportou o castigo para nos trazer a paz e com suas contusões fomos curados. Todos nós erramos como ovelhas, cada um seguiu seu caminho, e Yaveh descarregou sobre ele toda a nossa culpa. Foi oprimido, se humilhou, e não abriu a boca. Como um cordeiro levado à degola e como uma ovelha que frente aos que a tosquiam fica emudecida, ele também não abriu a boca.&#8221;</p>
<p>Naturalmente que meu pai pudera lembrar para nós todo aquele longo parágrafo porque o havia escutado e meditado sobre ele muitas vezes, e bastou Adonias iniciar sua declamação para que o acompanhasse em viva voz.</p>
<p>Joaquim também nos disse que alguns dos que foram consultar Adonias não quiseram dar crédito ao que dizia, porque isto poderia significar que o messias anunciado pelo profeta Isaías não era um Messias rei, um Messias libertador do jugo romano, e até poderia dar a entender que ele fora traído pelo próprio povo, o que era absurdo e impossível.</p>
<p>Desse modo, divididos e confusos, saíram todos da casa do cananeu, mais preocupados ainda do que quando haviam entrado.</p>
<p>Meu pai e José, meu querido primo e quase meu marido, voltaram juntos, subindo a encosta até nossa casa, onde José deixou meu pai, não sem antes pedir-lhe que me saudasse em seu nome, o que sempre me fazia corar. O problema é que os dois estavam de acordo em reconhecer que Adonias não se equivocara de texto e que, possivelmente, o Senhor Todo-Poderoso enviara algum sinal ao nosso rabino Asaf, que o surpreendeu a ponto de fazê-lo emudecer.</p>
<p>&#8220;Estamos em tempos sublimes, tempos de Deus. Não devemos temer, porque o Senhor nunca abandona seu povo, porém devemos orar intensamente para que a cada instante se faça Sua divina vontade.&#8221;</p>
<p>Assim disse meu pai, dando por terminado o relato e indicando-nos em seguida o horário tardio, próprio para se deitar. Obedeci imediatamente e fui ajudar minha mãe nas últimas lidas da casa, e logo me encaminhei ao meu quarto.</p>
<p>Não podia dormir. Lá fora cantavam os grilos. A lua era lindíssima e sua luz se filtrava pela tela de tecido que encobria a janela de meu quarto. Não havia vento e eu estava tranquila, estranhamente tranquila, pois apesar do que meu pai nos havia contado, não me sentia inquieta. No entanto, não podia dormir.</p>
<p>Assim, comecei a rezar. Algo dentro de mim me dizia que o Senhor estava esperando umapalavra minha. Eu a pronunciei em seguida e lhe disse que se ele queria enviar um Messias diferente daquele que todos esperavam, para mim era igual. Eu não queria que sua vontade se adptasse a meus desejos e sim o contrário. Disse-lhe também que me dava muita pena o fato de que o Messias ia ser entregue em sacrifício por nossos pecados, como um daqueles cordeiros que são mortos na noite de Páscoa, quando se comemora o gesto que marcou a origem de nosso povo, a ação de Deus contra os primogênitos dos egípcios.</p>
<p>Eu não entendia como podia vir um Messias que fracassasse no final. os argumentos de minhas amigas, de meus primos e de meus antepassados, à exceção de meus pais, pareciam-me cheios de razão. Achava lógico que Deus interviesse a nosso favor, como já havia feito no passado, na época dos juízes ou dos Reis, quando produziu um chefe poderoso que devolveu a liberdade e a grandeza de nossa pátria. Porém, como a meus pais, não me dava prazer algum imaginar cenas de guerra e violência, de sangue e desolação que forçosamente acompanhariam essa liberdade, por mais gloriosa que fosse. Além disso, e agora a coisa já se complicava, parecia-me estranho e mais incomum ainda, que o Messias tivesse que padecer em nome de todos, sendo ele inocente e nós culpados.</p>
<p>Sentia fortemente que, naquela noite, o Senhor esperava algo de mim. Minha resposta foi positiva. Disse-lhe que, por mim, as coisas se fariam de acordo com a sua vontade e não seguindo meus cálculos ou previsões. portanto, se Ele, Yaveh, resolvera que as coisas iriam se desenvolver a seu modo, eu aceitaria e, como em ocasiões anteriores, ofereci-me para ajudar no que fosse possível, sabedora, de antemão, que tudo o que eu fizesse seria pouco, jovem como era e a ponto de casar-me brevemente.</p>
<p>Foi quando tudo ocorreu.</p>
<p>Não havia pronunciado meu último sim, quando meu pequeno quarto se encheu de luz. estava ajoelhada, com minha roupa modesta presa acima dos joelhos para não rasgá-la, quando ele apareceu.</p>
<p>Confesso que não me assutei. Bem, me assustei sim, mas se tratava de um medo que não era medo.</p>
<p>O fato é que ali estava ele. Belo e luzidio, doce e cheio de paz. Nunca mne ocorreu que fosse um enviado Maligno, pois a paz que dele emanava era representativa apenas de Deus. Aliás, este fruto eu já saboreava antes, quando rezava e passava as longas horas livres das tardes de sexta-feira entre as oliveiras ou em meu quarto. essa mesma paz, a de Deus, encontrava profundo eco em mim. Sua paz e minha paz se entrelaçavam, como se em meu interior nunca tivesse existido outra coisa senão a harmonia divina, uma paz semelhante a que esse mensageiro do Senhor emanava.</p>
<p>Estou me referindo ao anjo Gabriel.</p>
<p>Não só era belo e cheio de paz, mas também falava. Se tivesse permanecido calado, talvez eu tivesse brincado com ele, pois era grande minha sintonia entre sua alma e minha tranquilidade. Porém, quando começou a falar assustei-me um pouco. Não porque sua voz fosse feia, mas o que me disse me deixou perplexa.</p>
<p>&#8220;Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo&#8221;, foram suas primeiras palavras.</p>
<p>Naturalmente era de provocar espanto. O que significava &#8220;cheia de graça&#8221;? Não estávamos todos sob o efeito do pecado original, como nos ensinavam na sinagoga? Não seria, pois, um convite à soberba? Não me havia deixado enganar com sua aparente espiritualidade?</p>
<p>Ele se deu conta em seguida e tentou tranquilizar-me: &#8220;Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Irás conceber em teu ventre e darás à luz um filho, a quem darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado &#8220;Filho do Altíssimo&#8221;. O Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai. Reinará sobre a casa de Jacó pelos séculos e seu reino não terá fim&#8221;.</p>
<p>Na verdade naõ eram palavras muito tranquilizantes. Dizia-me &#8220;não temas&#8221;, mas o que vinha em seguida era mais sério e preocupante ainda.</p>
<p>Sem dúvida, acostumada a responder com um &#8220;sim&#8221; a tudo o que Deus me pedia e já com a certeza íntima de que aquele era um mensageiro seu, nem pensei no problema em que me metia, nem nas consequências que poderiam resultar do fato de eu já estar de uma maneira ou de outra, casada, ou pelo menos comprometida com José. Já lhe ia dizer que sim quando o sexto sentido que possuem as mulheres me levou a fazer uma pergunta, uma espécie de prova para cretificar-me de que, em verdade, o Senhor Todo-Poderoso era quem enviava aquele mensageiro. perguntei-lhe: &#8220;Como ocorrerá isso, se eu não conheço varão?&#8221;.</p>
<p>Não se tatava de algo sem importância. Para mim esto era fundamental. De fato, ou se resolvia esse ponto, deixando claro que eu não me veria forçada a fazer nada que não tivesse de acordo com os preceitos de uma jovem honesta, ou não poderia estar segura de que o que me oferecia vinha diretamente de Deus. Deus não poderia contradizer Deus. Deus não poderia ter semeado em minha alma, durante toda a minha vida, uma necessidade de pureza e de consagração para depois conduzir-me por caminhos contrários. E como aquilo que eu recebera sem dúvida era coisa sua, o que ocorria agora, se também vinha de suas mãos, forçosamente deveria estar em perfeita sintonia com o anterior.</p>
<p>O anjo Gabriel soube sissipar toas as minhas dúvidas: &#8220;O Espírito Santo descerá sobre ti&#8221;, afirmou, &#8220;e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. POr isso aquele que nascer será santo e será chamado Filho de Deus&#8221;. Estas últimas palavras colocaram tudo em seu devido lugar. Eu continuaria mantendo minha virgindade e minha pureza de alma e de corpo, sem ter que passar por situações que causavam repugnância não só a mim como a toda e qualquer moça honrada. É que meus pais haviam dito muitas vezes que eu nunca devia aceitar isso de que os fins justificam os meios, por mais que fosse um lema muito usado, principalmente na hora de realizar negócios lucrativos ou quando se queria justificar a violência contra os romanos.</p>
<p>O fim era nete caso o melhor, ou ao menos assim se apresentava: deixar que nascesse ninguém menos do que o Messias. Porém eu queria assegurar-me de que também os meios e a forma como aconteceriam os fatos seriam corretos. Basicamente, se assim não ocorresse, eu saberia de imediato que por trás disso não se encontravam os desígnos de Deus. O Senhor não se contradiz - não diz hoje &#8220;sim&#8221; e amanhã &#8220;não&#8221;. Ele é sempre um &#8220;sim&#8221; grande, nobre e permanente. Além do mais, a situação não era tão diferente do assunto sobra o qual eu estava meditando antes que o enviado de Deus enchesse com sua luz meu pequeno quarto. O povo de Israel, meu povo, queria um libertador a todo custo. A meus pais e a mim própria parecia que neste &#8220;a todo custo&#8221; havia algo que não se encaixava muito bem com a bondade divina. Nós também desejávamos que viesse o Messias para nos libertar do jugo estrangeiro, porém não a qualquer preço, não ao preço do ódio, da guerra, da violência.</p>
<p>Ainda estava tecendo estas conjecturas quando o anjo voltou a falar. Quem sabe pensava que eu tinha dúvidas. O fato é que acrescentou: &#8220;Olha, também Isabel, tua parente, concebeu um filho em sua velhice e este já é o sexto mês daquela que chamam estéril,  porque nada é impossível a Deus.</p>
<p>Não havia necessidade deste argumento, porque eu já estava decidida. De modo que, para evitar que suspeitasse de minha vontade de aceitar o que Deus me pedia, precipitei-me a dizer-lhe o que gritava o meu coração desde o primeiro momento, uma espécie de consentimento matrimonial, um &#8220;sim, quero&#8221;, que saía de mim com tanta força que me assutou, porque eu não estava acostumada a ímpetos semelhantes. &#8220;Eis aqui a Escrava do Senhor&#8221;, disse-lhe, &#8220;faça-se em mim segundo sua palavra.&#8221;</p>
<p>Então Gabriel foi embora. Sorriu-me e se foi. Senti algo como um beijo em minhas mãos, como o roçar das asas de um pássaro suave e doce. Porém, o melhor foi o seu sorriso. Durante todo o tempo que durou nosso encontro, pareceu como se ele estivesse nervoso, mais ainda do que eu. Sua atitude era de expectativa de alguém que teme que possam duvidar de seu pedido e se joga todo nele. depois compreendi que não só ele mas também a criação inteira dependia de minhas palavras naquela noite de primavera. Todos aguardando que uma insignificância como eu, uma menina de quinze anos que apenas começava a ser mulher, desse permissão ao Todo-Poderoso para inaugurar uma nova criação, uma nova aliança, uma história de amor definitiva e eterna com um povo na qual cabiam todos os homens.</p>
<p>O fato é que eu disse &#8220;sim&#8221;. Disse ao mensageiro para levar o recado ao Senhor. Não pensei demais nas palavras exatas. Foram as que me saíram da alma naquele momento. Sabe como são estas coisas: se te dessem tempo, comporias uma bela oração ou, até mesmo, a encomendarias a um rabino ou a um homem versado em letras. Mas assim de repente, a uma pobre adolescente de aldeia só ocorreu usar a linguagem simples e vulgar a que estava acostumada, sem adornos em sofisticação. Por isso falei em &#8220;escrava&#8221;. Eu não era escrava. Meus pais eram livres e tínhamos a dignidade e desejos de liberdade que sempre caracterizaram nosso povo, indômito entre os indômitos e muito zeloso de suas tradições. Eu era e sempre fui contra a escravidão, por mais que algumas pessoas do povoado tivessem escravos em suas casas e que outros dissessem que sem a existência dos escravos nada funcionaria sob o ponto de vista econômico. Em minha casa, isto de usar maus meios para bons fins nunca nos agradou, como nunca nos chegou a convencer o &#8220;mal menor&#8221; de que falavam alguns, geralmente para justificar algo injustificável.</p>
<p>Contudo, na hora de expressar meu consentimento, falei aquilo de escrava. Pode parecer uma bobagem, um contra-senso inclusive, uma vez que eu era contra a escravidão. Porém, tampouco me arrependo, apesar de terem se passado tantos anos e de eu ter meditado muito sobre isso. Não só respondi prontamente, sem pensar, como também, se agora tivesse que repetir tudo de novo, eu diria o mesmo.</p>
<p>Quero ser escrava do Senhor. Somente do Senhor, isto sim. Porém, com todas as minhas formças. Ser sua escrava não significa não possuir dignidade nem carecer de liberdade, mas sim colocar minha liberdade a seu serviço e confiar minha dignidade aos seus cuidados. Ele sabe cuidar de mim muito mais do que eu mesma. Não fosse assim, ai estão tantos que se dizem livres e no entanto são escravos do vinho ou de vícios muito piores. Eu vivo por Ele e para Ele. Fui eu que escolhi, ninguém impôs nada, quando me foi pedida a permissão para que pudesse nascer o Messias. porém, devido à liberdade que tenho, digo-lhe: aqui me tens, sou tua escrava, podes fazer de mim o que quiseres, me abandono em ti, utiliza-me para teus fins e só peço que sejas tu a cuidar de mim. Sou obra de tuas mãos e não desejo outra coisa que ser espelho que reflita tua glória e teu prestígio.</p>
<p>Sou a escrava do Senhor. Sou sua esposa. Sou a Mãe de seu Filho. Porém, esta é outra história, querido João, que te contarei amanhã.</p>
<p><em>(O Evangelho Secreto da Virgem Maria - Um manuscrito até agora desconhecido que desvenda aspectos inéditos da vida de Cristo e que reúne as experiências mais íntimas de sua Mãe, de Santiago Martín)</em></p>
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		<title>Padre Pio</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 19:22:40 +0000</pubDate>
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A volta do seu inimigo
Padre Pio foi bastante amado, mas sabia bem que haviam os inimigos terríveis, que o odiavam à morte. Não eram os homens, que podem ter se enganado por informações recebidas, por preconceitos, por incompreensões. Os verdadeiros inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de qualquer um de nós.
Creio que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.odesertoefertil.com.br/img/padre_pio.jpg" alt="padre pio" /></p>
<h1>A volta do seu inimigo</h1>
<p>Padre Pio foi bastante amado, mas sabia bem que haviam os inimigos terríveis, que o odiavam à morte. Não eram os homens, que podem ter se enganado por informações recebidas, por preconceitos, por incompreensões. Os verdadeiros inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de qualquer um de nós.</p>
<p><span id="more-153"></span>Creio que na vida de Padre Pio se pode deparar, de modo bastante evidente, a uma realidade na qual muitos não crêem, porque esses espíritos agem acultamente. É uma realidade terrível que São Paulo exprime assim: <em>&#8220;Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os principes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares&#8221;</em> (Ef 6,11-12). A indicação que São Paulo fala dos demônios é muito precisa, porque os chama com o nome de sua ordem de classificação. Creio que esta tenha sido uma das missões de Padre Pio: uma luta evidente, para ele visível, contra o verdadeiro e oculto inimigo; o terrível inimigo de todos.</p>
<p>Muitas vezes, principalmente nas transmissões televisivas, me perguntam se vi o diabo e como poderia descrevê-lo. O diabo, como todo o mundo angélico ao qual faz parte, é um espírito; não possui um corpo, não é visível e não é descritível. Se é visto de modo sensível, deve se servir de uma forma fictícia, que assume de acordo com o que vai provocar.</p>
<p>É como os anjos. Quando o arcanjo Rafael se ofereceu de acompanhar o filho de Tobit, tinha a aparência de um jovem com trajes de viagem; Santa Francesca Romana via seu anjo da guarda na forma de um menino belíssimo, e é por isso que vem representada perto de um jovem; outras aparições angelicais assumiram a imagem de um ser luminoso. Adotam aparências diferentes para percebermos sua presença, mas não de acordo com a sua realidade, a realidade de um ser espiritual.</p>
<p>O demônio também segue esse critério. Para fazer notar sua presença, recorre a um aspecto que corresponde ao que vai provocar: medo, sedução, engano. Notamos que Padre Pio, no final da primeira infância, havia tido visões celestiais, tanto que acreditava ser um fato comum a todos. Mas viu também os demônios, quase sempre com aspectos horríveis, que o amedrontavam profundamente. E por toda a sua vida continuou a ver esses seus inimigos cruéis, em aspectos diversos, quase sempre na sua pessoa maligna, ainda que a veste não fosse aquela real de sua natureza de puro espírito.</p>
<p>Em algumas vezes o padre havia visto os demônios como seres horríveis, que o atormentavam, o batiam com ruidos de corrente, deixando-o marcado e sangrando. Outras vezes apareciam como horríveis animais, rosnando e aterrorizando. É muito significativa a descrição dos assaltos demoníacos, que ele fez de onde os superiores o haviam mandado em 1911, para que completasse os estudos e aprendesse as eloquências sacras.</p>
<p>Foi uma das tantas visitas breves e sofridas, que terminaram com o retorno à sua região de Pietrelcina. Foi em Venafro que pela primeira vez se manifestou claramente o mundo interior de Padre Pio, seja pelos assaltos dos demônios, seja pelo êxtase que sempre o seguiram, quando o padre falava livremente ao Senhor ou à Mãe, sem se dar conta se qualquer irmão estava presente e escutava.</p>
<p>O demônio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade.</p>
<p>Mas o maior perigo era quando o demônio tentava enganar Padre Pio aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, São Francisco&#8230;), sobretudo na forma de pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual&#8230;).</p>
<p>Para este último caso Padre Pio havia preparado um método de discernimento que depois segueriu a alguns de seus filhos espirituais e que encontramos já em Santa Teresa d&#8217;Ávila, mesmo que Padre Pio não tenha lido os escritos da santa carmelita. O que fazer para distinguir?</p>
<p>Quando aparecia verdadeiramente o Senhor, a Virgem, o anjo de guarda, o padre havia notado que uma rápida sensação de temor, de espanto; mas depois, terminada a aparição sentia grande paz.</p>
<p>Quando, ao contrário, era o maligno que se apresentava em uma aparência sacra, o padre sentia uma alegria imediata, atrativa; mas depois ele tinha a impressão amarga, uma grande sensação de tristeza.</p>
<p>E as almas próximas, o que via Padre Pio? Talvez visse claramente o despojo de Satanás. Em todo caso, Padre Pio o disse à pessoa interessada e somente a ela. Penso que normalmente não visse o demônio, mas o combatia com força; sabia muito bem a sua ação principal, aquela a qual todos nos sujeitamos, da tentação. Ainda, durante as confissões, fazia gestos com as mãos como que para afastar qualquer coisa. Rezava ao Senhor para libertar o penitente das tentações ou dos hábitos cativos; Santo Afonso, que é mestre nesta matéria, sugeria que os confessores, em certos casos, fizessem mentalmente um pequeno exorcismo, antes de proceder a confissão.</p>
<p>Creio que se possa dizer com certeza que a maior luta de Padre pio com o demônio acontecia para salvar as almas, seja na confissão, seja quando rezava por todos os seus filhos.</p>
<p>Recordo que na luta contra a ação extraordinária do demônio, Padre Pio tinha um particular poder e um particular discernimento, como vemos em tantos santos e santas, por serem exorcistas e não como faziam o exorcismo. Muitas vezes encontrou pessoas possessas pelo demônio e o comportamento do padre variava de caso em caso.</p>
<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/Xva68OzF1nw" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Xva68OzF1nw" /></object></p>
<p>Direi que havia um particular discernimento de saber se a pessoa estava pronta ou não para a libertação. Uma vez um sacerdote acompanhou um jovem, carregado por dois robustos amigos, que no momento da comunhão gritou e contorceu-se com força; os olhos de Padre Pio somente tremeram, o padre olhou sisicamente para ele e disse somente uma palavra: &#8220;Vá-te&#8221;. Naquele momento o jovem foi libertado.</p>
<p>Mas as libertaçõies imediatas são raras. Lembro de uma moça que vinha companhada no momento da Comunhão porque era muito pertubada pelo Maligno: batia os dentes, virava e revirava a cabeça; Padre Pio estava com uma partícula na mão e se recusava a lhe dar a Comunhão.</p>
<p>Uma outra vez, o padre Faustino Negrini foi acompanhado de uma moça, Agnese Salomoni, saída de uma possessão tremenda, &#8220;porque era a melhor moça da paróquia&#8221;, e haviam feito um malefício contra ela. Agora aquele sacerdote, pároco de Torlone Casaglio (Brescia) não sabia que terminaria sua longa vida como exorcista diocesano. Padre Pio deu uma simples benção, que parecia sem fruto. Depois encarregou o páraco de terminar a libertação, que, precisou de três anos de orações&#8221; creio que Padre Pio havia entendido que não era a hora de libertá-la.</p>
<p>Outras vezes, o Padre aconselhou exorcistas, em quase todos os casos, recomendando-os. Foi assim com Pe. Cipriano, de S. Severo e com Pe. Cândido, de Roma; encorajou e acompanhou o confrade Pe. Tarcíssio de San Giovanni Rotondo, que escreveu um pequeno livro sobre este lado da vida de Padre Pio.</p>
<p>Padre Pio sempre obedeceu as autoridades eclesiásticas, também a custo de um heróico sofrimento, sempre com estima e amor. A luta de toda a sua vida foi ininterruptamente conduzida contra o inimigo de Deus e das almas, o demônio.</p>
<p>Ele os viu em multiplas formas e levou muitas pancadas, que penso terem sido permitidas para recordar o mundo incrédulo de hoje sobre essa presença. Os fatos externos, visíveis e dolorosos de Padre Pio dão uma pequena idéia dos acontecimentos ocultados, da gravidade do pecado, contra tudo aquilo o que devemos lutar.</p>
<p><em>(Padre Pio - Breve história de um santo, do Pe. Gabriele Amorth)</em></p>
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